A Yazaki Santano de Ovar ameaça atribuir apenas o que contempla a lei se os trabalhadores entrarem em greve, na próxima quinta-feira no âmbito do despedimento colectivo de 533 trabalhadores.
Se a paralisação não se concretizar, a Yazaki «já garantiu o pagamento de um bónus adicional, equivalente a um mês de salário, a todos os colaboradores que cumprirem funções com profissionalismo. Os colaboradores recebem também 2 meses de salário adicionais (correspondentes ao tempo de pré-aviso), para além dos normais direitos por cessação de contrato (1 mês de férias, 1 mês de subsídio de férias e proporcionais de férias e subsídio de Natal), um valor superior a 5 meses de ordenado.»
Com a greve, é colocada «em causa a produção de cablagens de todo o Grupo em Portugal e o não cumprimento dos contratos e a administração da empresa lembra que «tem vindo a efectuar todos os esforços para minimizar o impacto social face à inevitabilidade de dispensar os colaboradores afectos à produção do Toyota Corolla, criando 105 oportunidades de emprego nas outras unidades da empresa».
A Yazaki diz que «por indisponibilidade do SIEC não foi possível passar à negociação dos valores a pagar. No entanto, a empresa esclareceu que os valores não vão ser inferiores a 1,5 ou seja, 50% acima do previsto na lei, tendo ficado acordado que este assunto vai ser discutido e negociado a 16 Janeiro, data da próxima reunião no Ministério do Trabalho».
Para a empresa, o sindicato «está a evitar chegar a acordo com a empresa, não apresentou quaisquer alternativas, a não ser o recurso à greve».

