Câmara lenta

É algo estranho, que tende a normalizar-se, esta falta de comunicação da Câmara de Aveiro sobre assuntos relevantes.
Protocolos e regras podem estar a ser seguidos e cumpridos, mas não deixa de fazer falta a comunicação aos cidadãos. Enquanto isso, assuntos que não transmite aos cidadãos estão na rua, nos meios de comunicação e são comentados nas redes sociais sem a participação da Câmara, que prescinde de usar os canais de que dispõe.

Num dos casos, é sobre a designação de um novo vereador a tempo inteiro e a criação de uma maioria na Câmara. E, ainda, a entrada deste vereador no Executivo, de um partido que não integra a coligação que elegeu o presidente da Câmara. Aconteceu uma negociação sem a participação dos partidos que formam a “Aliança com Aveiro”.

Ou seja, Luís Souto, eleito presidente da Câmara pela coligação PSD-CDS-PPM, negociou com vereador do Chega, Diogo Machado, sem o CDS ou o PPM e Diogo Machado, passou a vereador a tempo inteiro. Quanto às consequências da negociação a dois, tirando o PPM de que nunca se fala, o CDS transmitiu que ficou de fora mas não reagiu além de palavras, a lamentar.
Mas, pelo menos, o CDS falou do assunto publicamente. Para Luís Souto, o CDS parece valer tanto como o PPM neste  caso.

Luís Souto prescinde de comunicar sobre estes assuntos. Como outros.

Outro caso é sobre uma declaração do Tribunal de Contas a contradizer a Câmara sobre o plano das obras no Parque de Campismo de S. Jacinto.
Sobre S. Jacinto, tudo começou com o PS a questionar Luís Souto sobre o atraso da obra do Parque de Campismo. Luís Souto culpou o Tribunal de Contas. O Tribunal de Contas leu a notícia e disse que a culpa do atraso da obra, ou do processo, é a Câmara, porque, desde há quatro meses, não respondeu a questões que lhe foram feitas.

Sobre estes dois assuntos, nenhuma comunicação oficial da Câmara depois do que aconteceu.

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