A Polícia Judiciária fez buscas, esta quarta-feira, em domicílios e 14 empresas em Aveiro, Albergaria, Ovar, Pinhel, Viseu, Cascais e Costa da Caparica, e deteve três pessoas «indiciadas por crimes de fraude na obtenção de subsídio, estando em causa fundos europeus».
A investigação da operação “Saco Roto” incidiu sobre 30 operações cofinanciadas maioritariamente por fundos comunitários, de valor global de apoio aprovado superior a 1,8 milhões de euros, «envolvendo as várias empresas em investigação». Os detidos irão ser presentes, esta quarta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para a aplicação de medidas de coação.
No total foram feitas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias pela PJ, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda em articulação com a Procuradoria Europeia (EPPO) – Delegação do Porto.
Segundo a Judiciária, as empresas em causa «algumas delas criadas ficticiamente para o efeito, surgem repetidamente associadas à elaboração de candidaturas, consultas ao mercado, contratação de recursos humanos e faturação, maioritariamente entre elas, para obterem o financiamento através dos fundos disponibilizados (…) funcionalmente integradas na esfera de atuação e controlo do principal suspeito, tendo sido detido, conjuntamente com dois colaboradores próximos e com funções de gestão nessas unidades».
A PJ apreendeu cerca de 100 mil euros em numerário e «um importante acervo documental a fim de ser analisado e posteriormente junto à investigação de modo a confirmar ou a infirmar a matéria crime em investigação».
A PJ contou com a colaboração ativa das unidades da PJ das diretoria do Centro e do Norte e das unidades Nacional de Combate à Corrupção; de Perícia Tecnológica e Informática e de Perícia Financeira e Contabilística, «face à sua complexidade e dispersão geográfica».


