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Empresário suspeito de abuso sexual de menores

Um empresário de S. João da Madeira é suspeito de abusar sexualmente, há pelo menos três anos, de um jovem de 17 anos, noticia o Diário de Aveiro.

«O empresário de 74 anos é conhecido por alegadamente dar dinheiro aos pobres e em particular aos menores. Há cerca de dois anos foi indiciado pelo abuso sexual de duas irmãs gémeas, na altura com cerca de 13 anos. Nessa altura, foi advertido pelo seu advogado para não receber menores em sua casa, mas o suspeito aproveitaria a ausência das empregadas domésticas, normalmente as quintas-feiras, para estes alegados encontros.

De acordo com a fonte e a mãe do jovem, que agora denunciou o septuagenário, ele, alegadamente, costuma dar avultadas quantias (entre 100 e 200 euros) aos jovens que muitas vezes entregam aos pais ou compram roupas e calçado de marca.

De uma simpatia excepcional, o empresário, que normalmente tem amizade com os pais dos jovens, aproveita-se disso para os receber em casa, quer seja para usufruir da piscina, quer seja para efectuar alegados trabalhos domésticos, como trocar lâmpadas, ou podar vinhas. «Ele pedia-me para deixar lá o “Fernando” (nome fictício) pelas 9 horas, combinando que o fosse buscar lá para as 11 horas», contou ao Diário de Aveiro a mãe.

As suspeitas dos abusos surgiram «há cerca de um ano e meio», quando a progenitora ia buscar o filho e tinha de esperar quase uma hora à porta. «O “Fernando” chegava à porta, despenteado, a fechar a braguilha, ou, ainda, a apertar as calças», explica. Nessa altura, consultou um advogado e confrontou os dois com a situação, mas ambos negaram, por isso continuou a deixar que o filho frequentasse a casa, localizada no centro de S. João da Madeira. No entanto, deixou o aviso ao empresário e seu ex-patrão: «Com o meu filho você não mexe».

Na passada terça-feira, ao chegar ao carro da mãe, o «Fernando» pediu-lhe para parar na PSP local que fica a cerca de uma centena de metros da casa: «Aquilo que querias fazer há um ano, vou eu fazer agora».
No entanto, como a alegada vítima, que vive com a mãe, o padrasto e dois irmãos, em Louredo, Santa Maria da Feira preferiram fazer a queixa na GNR de Canedo. Só que depois de confessar os abusos à mãe, o jovem chegou à porta da GNR e arrependeu-se: «Tenho vergonha, depois os meus amigos vão gozar-me». Por isso foi a mãe quem apresentou queixa.

Outras queixasHá cerca de dois anos, a mãe de duas gémeas – na altura com 13 anos -, também apresentou queixa, na PSP de S. João da Madeira, contra o empresário. Estas são as duas únicas queixas conhecidas, mas fonte policial adiantou ao Diário de Aveiro que existem pelo menos mais cinco crianças, de ambos os sexos, que terão, alegadamente, sido abusadas pelo empresário. Um dos casos foi denunciado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens por denúncias de populares e familiares.

O Diário de Aveiro procurou o suspeito para obter uma reacção a esta queixa, mas tal não foi possível.» (Diário de Aveiro)

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