A recuperação de danos nos rios, em Águeda, provocados pelo “comboio de tempestades” em janeiro e fevereiro, terá um financiamento de 900 mil euros da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com o Fundo Ambiental. O contrato-programa foi assinado esta segunda-feira entre a Câmara, a APA e aquele Fundo.
É um financiamento pata reconstrução, reabilitação de património ambiental e intervenções de emergência, abrangendo o Rio Vouga, Rio Águeda, Rio Cértima, Rio Marnel e a Pateira de Fermentelos, «com especial enfoque nas zonas mais afetadas pelas cheias».
Segundo Jorge Almeida, presidente da Câmara há «várias frentes de obra em curso, além de outras já concluídas, foram identificados muitos estragos nos nossos rios»..
Segundo a Ministra do Ambiente, 40 contratos com municípios atingem 35 milhões de euros, para recuperar danos provocados pelas cheias, sendo que «muitas destas obras já estão no terreno e algumas até já estão concluídas», Águeda incluído.
Foram criados «mecanismos legais para acelerar a contratação pública, permitindo que estas intervenções avancem mais rapidamente do que em circunstâncias normais», disse.
O objetivo «não é apenas para recuperar o que foi destruído, mas para tornar o território mais resiliente e preparado para fenómenos extremos, até porque toda a bacia do Vouga e a Ria de Aveiro são zonas extremamente sensíveis do ponto de vista ambiental e às alterações climáticas». O Governo quer aproveitar o programa do PTRR para «dar uma maior consistência e uma maior resistência destas regiões».
Também foram celebrados contratos-programa com os municípios de Albergaria-a-Velha e Estarreja para areabilitação ambiental após as intempéries do início do ano.


