A Câmara de Aveiro insiste que o nave Caixa UA, da Universidade de Aveiro, foi «construída sem conhecimento formal nem licenciamento» da autarquia «e de outras entidades competentes, encontrando-se por isso o referido edifício em situação ilegal à luz do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE)». Antes da inauguração do edifício, presidida pelo primeiro-Ministro, a Câmara «avisou» Luís Montenegro acerca da «situação ilegal do referido edifício». E se o presidente da Câmara, Ribau Esteves, participou na inauguração, foi por «respeito e consideração», para evitar «algum incómodo que pudesse surgir na praça pública». Contudo isso está a a acontecer.
A Câmara baseia-se em «atos objetivos e documentados» e por isso, «deixa sem resposta acusações despropositadas e incorretas da UA, em nome da preservação de uma boa relação institucional».
A Câmara abriu uma exceção para o programa INTEGRA+TE, em 2024, de receção aos novos caloiros, mas avisa que eventos da UA na nave «brigam a «licenças emitidas pela Câmara», por exemplo, quanto ao “ruído”, “recinto improvisado” e alterações de trânsito.
Contudo, a Câmara pode «ajudar a UA a concluir o processo de licenciamento».
Em anteriores declarações, na quais a Câmara já se referia a um edifício “ilegal”, a Universidade respondeu, em junho último que se tratavam de declarações «falsas» e lamentou a sua divulgação num contexto público, colocando em causa as relações institucionais, segundo a Rádio Universitária de Aveiro.

