O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto, PSD-CDS-PPM, em funções desde outubro de 2025 pediu, esta terça-feira, mais tempo para apresentar resultados, prometeu mais habitação disponível e voltou a referir-se às «forças contrárias que tudo apostaram no bloqueio, no adiamento, na conflitualidade e na letargia», leia-se, a intervenção dos vereadores da oposição do PS.
Com uma maioria à custa do vereador do Chega no Executivo a tempo inteiro, Diogo Machado, ficando com cinco votos, e o PS, quatro, Luís Souto anunciou que vai «ajustar a Estratégia Local de Habitação compatibilizando-a com o primeiro direito; prosseguir e intensificar o esforço de requalificação do parque habitacional acessível; promover mais projetos de habitação a custos controlados; incentivar o investimento privado e cooperativo; alterar instrumentos de ordenamento onde e quando se justificar», disse no discurso do Dia da Cidade, feriado municipal. Quanto ao tempo que isso pode demorar, «só um discurso demagógico e miserabilista pode querer fazer passar a ideia de que o desafio da habitação se pode resolver de forma simples e em poucos meses», afirmou.
Luís Souto, focado em trabalhar «por mais rasteiras que nos coloquem, por mais cumplicidades bem colocadas que se procurem arranjar», como afirmou, disse que irá manter-se «atento aos desenvolvimentos e obstáculos que outros possam colocar».
Sobre os primeiros seis meses do mandato, «muito do trabalho tem sido o de garantir a continuidade dos grandes projetos que transitaram do passado (…) arrastando lutas de forças contrárias que tudo apostaram no bloqueio, no adiamento, na conflitualidade e na letargia». Dos vereadores do PS esperava «em nome de Aveiro e do seu futuro se optasse mais por uma visão pragmática e de deixar trabalhar quem mereceu o mandato do povo para cumprir um programa, naturalmente com o necessário controle democrático, do que um permanente esforço de desacreditação de pessoas, instituições e serviços, prejudicando o município por interesse partidário de ocasião».
Quanto ao tempo que pode demorar ter mais casas disponíveis em Aveiro não apontou prazos, dizendo que «naturalmente uma equipa nova necessita de algum tempo para conhecer a estrutura e o seu “modus operandi”, para se organizar, para começar a imprimir o seu próprio cunho pessoal e forma de estar e de agir».
O autarca faz parte dos «novos rostos», considerando que «na democracia é inerente que se aventurem pela política, que se abanem alicerces para construir de novo».
Referiu-se a uma música, que diz ser “célebre”, «“deixa o Luís Trabalhar”», designadamente, na construção do Eixo Aveiro-Águeda; o Pavilhão Oficina; Parque das Marinhas (antiga Lota) e as novas escolas do Conservatório e Homem Cristo.
Também aposta na ampliação do Hospital de Aveiro, construção do Centro Académico Clínico da Universidade de Aveiro, requalificação e renovação da rede de centros de saúde, anunciando para «muito em breve» o de Nossa Senhora de Fátima, Requeixo e Nariz
Anunciou o programa “Aveiro em Movimento”, unindo desporto, saúde e educação, para colocar Aveiro «na vanguarda das políticas saudáveis e da qualidade de vida», melhorar o parque escolar, a nova Carta Educativa, implementação da taxa turístico, construir o museu de cerâmica, parques periféricos ligados a sistema urbano de acesso ao centro; reformulação do trânsito na Av. Lourenço Peixinho, “Pontes” e Rossio, reforço das «condições de estímulo à utilização de transportes públicos, o regresso de «um dia sem carros» e reformulação da BUGA.
Além do centro da cidade «todas as políticas e ações têm obrigatoriamente a participação das freguesias» sendo que em plano encontra-se a «valorização dos seus centros e a estimular oportunidades do seu crescimento».

