O presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, recusou a acusação de descriminar as freguesias rurais, durante os trabalhos da Assembleia Municipal que se realiza esta terça-feira na Junta de Freguesia de Oliveirinha.
Antes do intervalo para jantar, cerca das 20:30h, Souto ainda respondeu a algumas intervenções das bancadas partidárias no período antes da ordem do dia. O recomeço dos trabalhos estava previsto para as 22:00h.
Foi Armando Vieira, autarca anfitrião da reunião descentralizada da Assembleia Municipal , presidente da Junta de Freguesia de Oliveirinha, que se referiu aos “rurais”, nos quais se incluiu – referindo-se aos munícipes que não fazem parte das freguesias urbanas da Glória ou da Vera Cruz -que “não somos tratados como merecemos”.
Vieira, também presidente da Associação Nacional de Freguesias – ANAFRE, disse que a Câmara deveria promover um “desenvolvimento sustentado” mas o que acontece, segundo o autarca, é o aumento das assimetrias entre o rural e o urbano.
Souto desmentiu Vieira e num quadro “de recessão” disse que “não são muitas as câmaras que continuam a transferir subsídios e verbas associadas à delegação de competências”.
Alberto Souto diz que a Câmara “não faz como o Governo que retira verbas e transfere competências”. Aliás, diz, a Câmara está a transferir verbas sem ser obrigada por lei e se a cumprisse as freguesias “teriam menos recursos”.
De resto, Souto enunciou uma série de obras nas freguesias, seja ao nível no saneamento, melhoria de estradas, equipamentos desportivos, sedes de juntas e outras empreitadas.
Paret das intervenções no período antes da ordem do dia, que continua após o jantar, ainda não tiveram resposta de Alberto Souto, dizendo respeito ao aumento da tarifa dos resíduos sólidos urbanos, as críticas à actuação da Polícia Municipal de Aveiro, cujo comandante se demitiu recentemente e aos planos para rentabilização do novo estádio do Euro’2004.
Jorge Nascimento, do CDS-PP, iniciou um debate que deverá continuar após o jantar, relativo à saída de Aveiro do Tribunal Tributário para Viseu. Souto tem sido um crítico da saída do tribunal e Jorge Nascimento acabou por introduzir na discussão um pormenor que ainda não sido colocado em cima da mesa, quando disse que este é um plano iniciado durante a governação socialista.

