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Menos 50 por cento de habitação

O plano de urbanização de Oliveira de Azeméis (PUOAZ) prevê, até 2020, uma redução superior a 50 por cento do número de fogos permitidos pelo actual Plano Director Municipal, segundo comunicado difundido pela autarquia.

De 20 mil habitações previstas, o plano reduz para os nove mil fogos.
«O que se pretende é a criação de regras para uma maior harmonização da cidade», segundo o vereador Ricardo Tavares, do pelouro do urbanismo.

«Estes planos de ordenamento já têm uma visão estratégica apontando para um horizonte, contrariamente aos PDM iniciais que apenas definiam regras de construção», disse ainda.

A Assembleia Municipal debate o plano esta segunda-feira, uma «oportunidade para os partidos políticos e a comunidade oliveirense passarem a conhecer o plano, fazerem críticas e darem contributos para melhorar o documento», segundo Hermínio Loureiro, presidente da Assembleia Municipal.

Para Hermínio Loureiro é «tempo de se começar a pensar no alargamento do perímetro urbano porque há já freguesias ligadas à cidade».

O Plano de Urbanização de Oliveira de Azeméis abrange as freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, S. Roque, Ul e Macinhata da Seixa e pretende «o reforço da função central da cidade» com a melhoria dos acessos na entrada e com o exterior, a qualificação e animação do centro e a melhoria das infra-estruturas públicas (redes de água e saneamento e construção de novos equipamentos, direccionados para a infância e a terceira idade).

A alteração das práticas urbanísticas é outra orientação do PUOAZ, com a «participação dos promotores nos custos das infra-estruturas públicas de forma equitativa» e a «dinamização municipal de parcerias entre proprietários, promotores e o município para a execução de intervenções estratégicas».

No plano viário a equipa técnica aponta para o acesso «diversificado» ao centro da cidade e para «espaços de recepção» em locais estratégicos: zona escolar, parque de La Salette, hospital, zona industrial e estação ferroviária para onde se prevê uma zona intermodal de transportes.

Outras soluções assentam na futura variante à ER327 e na construção de uma via intermunicipal ao longo do rio Ul ligando a cidade à freguesia de Cucujães e a São João da Madeira.

O documento contempla ainda «o reforço das funções do parque La Salette e a sua articulação com o centro da cidade» e a «reserva de áreas» para estruturas de «importância regional ou nacional» que venham a ser equacionadas no futuro».

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