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Yazaki reclama 90 por cento contra greve

A administração da Yazaki Saltano, de Ovar, diz que conseguiu o acordo de 90 por cento dos trabalhadores, de um total de 533 em processo de despedimento, cujo abaixo assinado retira a intensão de aderir à greve, cujo pré-aviso do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro
remete para uma paralisação a partir desta quinta-feira.

A direcção da Yazaki apresentou esta terça-feira um «abaixo-assinado que resume a posição de 90% dos colaboradores abrangidos pelo processo de despedimento colectivo, onde se pode ler quer «os Trabalhadores abaixo-assinados declaram, livremente e de boa fé, que não levantarão oposição nem impugnarão o despedimento colectivo desencadeado pela Yazaki, comprometendo-se a cooperar e a cumprir profissionalmente as suas obrigações com vista ao cumprimento dos objectivos de produção fixados até final do mês de Janeiro».

O abaixo-assinado ressalva que a subscrição está dependente da criação de 105 oportunidades de emprego na Yazaki Gaia, dos quais 65 na produção da unidade fabril de Gaia (Serzedo), actualmente ocupados por trabalhadores temporários, 20 no centro de protótipos, 20 postos no Global Service/Yazaki Corporation (Automotive Manufacturing Engineering Management).

Para a Yazaki, «a fase legal de negociações foi encerrada Apesar do SIEC não acordar com a proposta dos 90% dos colaboradores».
Segundo a empresa, ficou assumida a «intenção de pôr em prática, no âmbito da sua decisão final em relação ao despedimento colectivo, condições de oportunidade de emprego e montantes indemnizatórios coincidentes com as pretensões formuladas pelos trabalhadores subscritores do abaixo assinado».

No capítulo das indemnizações, a empresa propõe o cálculo de indemnização efectuado com base em 1,75 do (Salário base mais diuturnidades mais complemento nocturno) multiplicado pelo número de anos de antiguidade, pagamento de 2 meses adicionais de salário mais diuturnidades correspondente ao aviso prévio, um bónus adicional correspondente a dois meses de salário base a todos os colaboradores a dispensar.

O Sindicato que considera as propostas «insuficientes» e propõe pagamento do prémio semestral , actualização do vencimento por evolução de carreira, pagamento dos dias de férias adicionais, das horas de formação não ministradas em 2006, prioridade na admissão de trabalhadores despedidos inscritos no IEFP em caso de novas admissões».

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