Domingo, 18 Janeiro 2026
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Vídeovigilância em Aveiro: Chega tem orçamento, mas a Câmara diz que já está «em andamento»

O vereador do Chega na Câmara de Aveiro, Diogo Machado, aponta para 700 mil e um milhão de euros para instalar um sistema de videovigilância em Aveiro, com 200 câmaras, mas o presidente da Câmara Luís Souto (PSD) diz que «não é novidade, é um processo em andamento», em concertação com a PSP, já há protocolos, assunção de despesas, a Câmara «vai investir, vamos avançar». Contudo, o Chega «quer – e vai exigir – que este sistema integrado de videovigilância seja estudado, planeado e inscrito nas GOP e no Orçamento para 2026. O caso está «em andamento», mas o Chega apresentou mesmo assim uma «sugestão/recomendação, ao Sr. Presidente da Câmara o que consideramos ser um projeto bem pensado».
Sobre este assunto, abordado esta sexta-feira à tarde na reunião da Câmara de Aveiro, a vereadora do PS, Paula Urbano, concorda com a instalação da videovigilância e, como o Chega defende, não só no centro da cidade, mas também na «periferia», onde há locais «mais escuros» e «ninguém para testemunhar um assalto», disse. «Vamos em frente», concluiu.

Luís Souto prepara a instalação nas «áreas mais sensíveis» e o vereador do Chega já disse que o valor que apontou, entre os 700 mil e um milhão de euros, «é perfeitamente comportável e acomodável» no orçamento deste 2026 (que a Câmara ainda não apresentou) e «inferior ao custo acumulado do vandalismo, da degradação urbana, da perda de investimento e da insegurança sentida pelos cidadãos».

Deu o exemplo de cinco cidades que «ficaram mais seguras, mais previsíveis e mais capazes de prevenir o crime e, quando tal não for possível, investigar e punir os criminosos».

O assunto a que Diogo Machado se refere é um assunto em mãos, segundo Luís Souto. A 23 de dezembro último, a Câmara transmitiu que, numa reunião com o comandante da PSP de Aveiro, foi «retomado o tema da videovigilância em zonas estratégicas da cidade, analisando-se a possibilidade de avançar com a instalação de sistemas em locais considerados prioritários (…) como instrumento complementar de prevenção e segurança».

Diogo Machado ainda disse que «cresce e intensifica-se à medida que o tempo passa: os actos de vandalismo e os assaltos ocorridos no concelho de Aveiro desde 2024, com particular incidência no centro urbano e, de forma muito concreta, na Avenida Dr. Lourenço Peixinho (…) assaltos, muitos deles também graves e violentos, a estabelecimentos comerciais na Avenida Dr. Lourenço Peixinho em 2024, com furtos nocturnos, danos em montras e prejuízos significativos». Luís Souto admite que «existem incidentes» mas classificou Aveiro de um município «tranquilo» e não um clima de «descontrolo da criminalidade ou criminalidade organizada e violenta» instalado.

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