Mas porque perguntaria tantas vezes a Adriana se “Tem crianças na plateia?”, se estava farta de saber que havia mas desconfiando que algumas já dormissem, ia acordando-as do sono leve de algumas e mantinha-as atentas.
No final da noite da música, embalou-as com um tema, num dos encores para dormirem a seguir e descansar os pais.
A noite não parecia que seria para as crianças, mas os donos das barraquinhas de pipocas e algodão doce que se instalaram no espaço já sabiam, melhor, talvez, que os pais.
Durante semanas a fio, antes do concerto desta sexta-feira, muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos, dos que foram à Fonte Nova, cantaram os temas da brasileira, no carro, em casa e prometeram que iriam ver. As crianças diziam logo “Também vou…Posso?” Prometido que estava, a segunda exigência era: “Quero ir p’ra frente”.
Adriana Calcanhotto também é uma criança em palco mas muito adulta é a música que trouxe a Aveiro na segunda noite de grandes concertos do programa Aveiro em Festa da Câmara de Aveiro.
Porque é que as unhas crescem?, perguntou num dos temas mais conhecidos do último CD, Partimpim. Tão simples parece a resposta como fazer a música, por exemplo, com água (a sério) para fazer um som ou objectos que ritmam com as violas e percussão. Muitas cores no palco, imagens da infância que ficou e muitas músicas sobre o desejo do amor.
O público mostrou que sabia a letra toda de Lig-lig-lig-lé, Fico assim sem você, ou Claudinho e Buchecha.
Depois do fracasso da actuação dos GNR, na primeira semana do Aveiro em Festa, foi conseguido trazer muito público ao palco da Fonte Nova. A organização contabilizou cerca de 3000 pessoas. Muitas eram crianças.

