No dia seguinte a ser conhecido o acordo entre o presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto, e Diogo Machado, do Chega, para formar uma maioria no executivo que não foi conseguida há seis meses, com os resultado das autárquicas obtido, a líder concelhia do CDS, Cláudia Oliveira, assina um artigo no Diário de Aveiro no qual recusa «estilos políticos assentes na polarização ou no confronto permanente, mas antes na construção de consensos, no diálogo deliberativo e no respeito pelo pluralismo político». Polarização e confronto permanente «não defendemos», escreve. Cláudia Oliveira é a presidente da estrutura concelhia do CDS, parceira da coligação “Aliança com Aveiro” (PSD-CDS-PPM) mas o artigo que assina não se refere ao acordo.
Sobre a história do CDS na Câmara de Aveiro, o partido tem «privilegiado soluções que reforcem a estabilidade política e institucional, evitando caminhos que possam introduzir imprevisibilidade ou tensão no funcionamento democrático», escreve.
Sobre o acordo, o próximo passo será na terça-feira, 28 de abril, em reunião extraordinária do executivo, para votação da adição de um vereador a tempo inteiro no Executivo, ou seja Diogo Machado, do Chega. Em outubro último, nas eleições autárquicas, a “Aliança” conseguiu eleger quatro vereador, o PS também quatro, e o Chega, um. Juntando Diogo Machado à “Aliança” será conseguida uma maioria.
Sobre a presidência socialista, de Alberto Souto, entre 1998 e 2005, com o CDS na oposição «desempenhou, com sentido de dever democrático, o papel de principal força da oposição», escreve ainda Cláudia Oliveira.


