Um abaixo-assinado que recolheu 12.550 subscrições, dirigido ao Ministro da Saúde Correia de Campos refere que “a população do concelho de Estarreja entende como necessário e imprescindível a manutenção do Serviço de Urgência no Hospital Visconde de Salreu (HVS) e a sua integração como Unidade Básica de Urgência na rede de referenciação hospitalar”, segundo informação difundida esta segunda-feira pela Câmara.
O abaixo-assinado circulou durante duas semanas em Estarreja, Murtosa e S. Jacinto e alerta, em primeiro lugar para os riscos acrescidos que comporta a indústria química, pelo que contamos com os profissionais do HVS que estão preparados para acorrer às situações de catástrofe neste sector devido à sua formação específica em urgências/emergências”:
O texto recorda que o recente acordo entre a CUF/Quimigal, Dow e Air Liquide “permitirá às empresas duplicar a sua capacidade de produção, transformando o Parque Químico num dos maiores da Europa com o inerente aumento de risco, tanto no próprio Parque Químico como nas estradas onde circulam os camiões cisternas diariamente”.
A proximidade do Hospital aos nós da A1 e A29 e da linha ferroviária do norte é outro argumento para que, em tempo útil, se socorram os feridos dos “acidentes graves ocorridos nestas vias”.
A apresentação enviada ao Ministro da Saúde adianta que “o encerramento do Serviço de Urgência poderá vir a comprometer a igualdade de acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente para os habitantes de S. Jacinto, Torreira e Murtosa que têm pela frente um longo e difícil percurso até ao Hospital Infante D. Pedro em Aveiro (entre 1h a 1h16 min.)”. Sobre o serviço prestado em Aveiro, o texto acrescenta que os utentes terão pela frente um “longo tempo de espera no serviço de urgência desse hospital, que também lida agora com o encerramento dos serviços de Atendimento Permanente de Albergaria e Aveiro e que dificilmente terá capacidade de resposta em tempo útil”.
Segundo o abaixo-assinado l«o HVS presta assistência às populações de Estarreja, Murtosa, S. Jacinto (Aveiro), Branca (Albergaria – A – Velha), Pinheiro da Bemposta e Loureiro (Oliveira de Azeméis) e Válega (Ovar), num total de 50 mil habitantes».

