Se dúvidas havia sobre a necessidade de manter o serviço de urgências em Estarreja, este exercício deu uma resposta». As palavras são de José Eduardo de Matos, presidente da Câmara Municipal de Estarreja, durante a apresentação das conclusões do simulacro realizado ontem, em Estarreja, noticia o Diário de Aveiro.
«O exercício teve nota positiva na generalidade das operações, tendo apenas como principal ponto de melhoria a capacidade de comunicação entre as entidades envolvidas.
Uma falha no sistema de comunicação alertou os parceiros envolvidos (Câmara Municipal, Bombeiros Voluntários, Complexo Químico, Escolas, Hospital Visconde de Salreu, Escolas e GNR) no simulacro para a necessidade de melhorias no sistema. Porém, no contexto geral, todos os responsáveis deram nota positiva ao simulacro.
A manutenção do serviço de urgências do Hospital Visconde de Salreu foi um dos temas de destaque deste evento que serviu para provar a operacionalidade daquele sistema de saúde e a sua necessidade numa região que é atravessada diariamente por cerca de 435 mil veículos por hora, que tem um complexo químico instalado e que é um ponto de passagem para uma estância balnear muito procurada.
«Este simulacro foi uma grande lição de aprendizagem», referiu José Eduardo de Matos. Por seu lado, Ana Paula Sousa, presidente do Conselho de Administração do Hospital Visconde de Salreu, sublinhou o bom desempenho da equipa hospitalar que, segundo a representante, teve a capacidade para desempenhar «com eficácia» o Plano de Emergência do Hospital Visconde de Salreu e de mostrar “óptima” capacidade de resposta».
No que diz respeito à capacidade humana de intervenção neste género de situações, José Eduardo de Matos, referiu que Estarreja tem necessidade de um grupo permanente de intervenção.
O comandante dos bombeiros estarrejenses, Castro Valente, destacou a necessidade de mais meios humanos de intervenção e de mais equipamentos.
O exercício partiu de uma possibilidade de sismo na escala 5.5 na escala de Mercali e teve como objectivo testar a resposta adequada a situações de catástrofe e emergência, accionando os planos Externo e Municipal.
A situação simulou o abatimento parcial do tabuleiro da ponte sobre o Rio Antuã, na Estrada Nacional 109, na entrada Sul da cidade de Estarreja, o despiste e queda de veículo na Ponte Velha sobre o Rio Antuã (que originou um ferido politraumatizado), a rotura no pipeline (que estava a ser intervencionado no momento do abalo sísmico), fuga de produto químico, evacuação de uma turma na Escola Secundária de Estarreja e intervenção do INEM no parque de estacionamento subterrâneo da Praça do Município.
O exercício visou também a avaliação da capacidade de resposta dos meios da Protecção Civil Municipal, Bombeiros Voluntários locais, GNR e estruturas de saúde, bem como da funcionalidade da rede de comunicações entre os diversos participantes e identificação de falhas e necessidade de equipamentos.» (Diário de Aveiro)

