O caso das dívidas à SIMRIA, que gere o sistema multimunicipal de recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos, tem duas versões, noticia o Diário de Aveiro.
«Uma do presidente da Câmara, Élio Maia, que diz ter tido conhecimento verbal e informal que «alguém com responsabilidades do executivo anterior» o terá informado de um acordo em que as dívidas seriam pagas em «dividendos futuros». A seguir, o presidente diz que a Câmara confrontou a SIMRIA e o administrador Sérgio Lopes, que «negaram este acordo e outros».
A versão da SIMRIA e do administrador Sérgio Lopes é diferente. O administrador disse ontem ao Diário de Aveiro que nunca negou tal acordo e desmentiu a sua existência, havendo sim uma proposta da SIMRIA aceite por todos as autarquias accionistas.
Segundo essa proposta, a dívida que resulta da diferença entre o caudal real entregue pelos municípios à SIMRIA e os mínimos garantidos pode ser paga a médio/longo prazo através de dividendos que as câmaras accionistas prescindiam a partir de 2015. Quanto à dívida real, do efluente efectivamente entregue, é para «pagar já, a curto prazo», segundo Sérgio Lopes.
O acordo firmado em reunião geral de accionistas implica ainda o compromisso de pagar, a partir de 2006, os caudais reais que, segundo administrador-delegado, Fernandes Thomaz, estão a ser pagos. «Há uma alteração significativa no comportamento dos clientes», afirma.» (Diário de Aveiro)

