Dos dias da Marinha em Aveiro resta ainda o veleiro Sagres que partirá do Cais do Sal ao início da tarde da próxima terça-feira e, este domingo, foi para a cerimónia militar, demonstrações, desfiles, imposições de medalhas e formatura com milhares de pessoas junto à ria, na Fonte Nova. A Marinha abre o Navio-Escola,, também, esta segunda-feira e é a última oportunidade para o visitar em Aveiro, pelo menos desta vez.
A cerimónia militar do Dia da Marinha, que comemora a chegada de Vasco da Gama à Índia, sucedeu a um programa na cidade que começou a 4 de maio. A Marinha abriu o Sagres a visitas, expôs meios militares em vários sítios e convidou à participação em tarefas e experiências.
Os discursos da cerimónia foram do Chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo; do Ministro da Defesa, Nuno Melo e do presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves. «Que a Marinha volte sempre à Região de Aveiro, e que, assim como em 2003 o Dia da Marinha em Ílhavo foi promotor do regresso à vida do Navio Treino de Mar Creoula, que o Dia da Marinha em Aveiro de 2024 tenha como uma das suas boas consequências, o regresso do Creoula, Navio do Ministério da Defesa Nacional e operado pela Marinha Portuguesa, à importante missão de promover a sua história da heroica pesca do bacalhau à linha, de relevante importância cultural, e de alimentar uma relação viva, estimulante e recrutadora, da Marinha com os Cidadãos civis que nele irão embarcar», disse Ribau Esteves.
Gouveia e Melo apontou para a atividade da Marinha, superior à sua dimensão, e reivindicou mais financiamento para as missões, navios e meios de trabalho. O Ministro disse que «a prioridade da tutela da Defesa são «as pessoas», pela «valorização salarial» dos militares e antigos combatentes. Quanto ao resto serão dadas as «respostas possíveis».

