António Salavessa, candidato da CDU à Câmara de Aveiro nas eleições autárquicas de 2005 disse, em entrevista ao Diário de Aveiro que «(…) se recebesse um relatório daqueles ia logo para o Ministério da Administração Interna devido à «impossibilidade de confirmação de dados» que são apresentados na recente auditoria às contas da Câmara de Aveiro»
(Retirado da entrevista ao Diário de Aveiro)
«Como olha para os resultados da auditoria privada encomendada pela Câmara?
Da primeira observação que fiz, há uma coisa que resulta absolutamente claro: não vale a pena estar a discutir se os números são estes ou aqueles. O que esta auditoria conclui repetidamente é da impossibilidade de confirmar dados que têm de ser adquiridos. É impossível uma Câmara gerir seja o que for quando os pressupostos em que assentou a sua gestão e o início do mandato não são adquiridos por ninguém. A auditoria diz que não é possível confirmar o património e outras coisas. Eu se fosse presidente da Câmara ou estivesse no Executivo, perguntava quem é que garante. Se esta auditoria externa – que eu admito que tenha sido competente – diz que é impossível garantir os dados que estão em cima da mesa, que venha alguma entidade do Estado olhar para isto e nos diga de que é que somos responsáveis…
Há valores que não são apurados em concreto…
Mais: a auditoria conclui pela impossibilidade de apuramento, o que é insustentável. Eu, se recebesse um relatório daqueles, ia logo para o Ministério da Administração Interna. Temos de saber por que é que temos de responder quando acabar o mandato. O que é relevante na auditoria é a repetida afirmação da impossibilidade de confirmação de dados. (…)».

