De 19 milhões de euros, o custo da recolha e transportes de resíduos e limpeza urbana em Aveiro vai custar 36 milhões de euros nos próximos oito anos. «O mundo mudou, está complicado», justificou o presidente da Câmara, Luís Souto Miranda, respondendo a pedidos de esclarecimento pelo disparo desta despesa, durante a Assembleia Municipal desta segunda-feira à noite.
«É muito, mais do que se pensava», admitiu o autarca, que justificou este aumento pela subida dos custo dos combustíveis para as empresas e dos salários. Houve um «acréscimo enorme, de 33 euros para 73 euros por tonelada», especificou.
Haverá repercussões na taxa a pagar sobre os munícipes?, perguntou Cláudia Rocha da IL, mas Luís Souto Miranda disse não há uma ligação direta com tarifas.
Da bancada do PS, Fernando Nogueira disse que «continua com dúvidas porque os documentos não refletem a complexidade do processo».
O PS e o Livre abstiveram-se nos dois pontos à votação, que foram aprovados, concretamente a «Correção do compromisso plurianual previsto para o procedimento de concurso limitado por prévia qualificação com publicidade internacional para a prestação de serviços de “Recolha e transporte de resíduos urbanos a destino final,
gestão do Ecocentro Municipal e limpeza urbana no Concelho de Aveiro” e a “Correção do Mapa de Compromissos Plurianuais para´a prorrogação dos contratos de “Aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos
sólidos urbanos a destino final e limpeza urbana” (incluindo a adenda e o acordo de
modificação a este contrato) e “Recolha seletiva porta-a-porta (PaP) de biorresíduos no setor
não doméstico e respetiva campanha de sensibilização e educação ambiental”.

