O partido socialista de Castelo de Paiva quer que Paulo Teixeira renuncie à presidência da Câmara local, por causa do processo relacionado com um terreno no perímetro da feira local, noticia o Diário de Aveiro. «O autarca é acusado de dois crimes de falsificação de documentos e burla qualificada, mas já recorreu para o Tribunal da Relação Num documento enviado às redacções, os socialistas, ainda antes do julgamento marcado para 17 de Janeiro, afirmam que «não esclarecendo de modo credível (…), é legítimo concluir que Paulo Teixeira vendeu terrenos do Município destinados ao novo parque da feira». Embora defendam que «cabe ao Ministério Público e às Entidades Administrativas competentes investigar o caso até ao fim», os autarcas eleitos pelo PS, garantem que «não compreenderão que os actos acima descritos não impliquem a responsabilização dos seus autores». Além disso, dizem, «perante a gravidade do que se passou e não havendo qualquer explicação credível, o mínimo que se pode exigir, no plano político, em nome do respeito pelos Paivenses e aos valores mínimos que devem nortear o comportamento dos agentes públicos, é que Paulo Teixeira tenha, ao menos, a dignidade de renunciar ao seu cargo de presidente da Câmara Municipal». Paulo Teixeira continua a não querer pronunciar-se sobre o caso, que ainda «nem sequer foi julgado», mas, o Diário de Aveiro sabe que o autarca apresentou no Tribunal da Relação do Porto um recurso evocando a nulidade de um despacho do Juiz de Castelo de Paiva, e que pode impedir a realização do julgamento. Em causa, apurou o Diário de Aveiro, a alegada falta de competência do magistrado para apreciar e decidir sobre um pedido de Paulo Teixeira que quer ver junto aos autos um levantamento topográfico e que o juiz indeferiu. Sem que este recurso seja apreciado o julgamento não deverá realizar-se. O Ministério Público deduziu acusação contra Paulo Teixeira por alegado envolvimento na venda do terreno camarário, como sendo da família dele. O caso foi denunciado, há seis anos, pelo vereador Joaquim Quintas, entretanto falecido, e marcou as últimas «autárquicas», ao ser usado como argumento por Lino Pereira (ex-braço direito de Paulo Teixeira), quando assumiu a ruptura com o edil, vindo mais tarde a protagonizar a candidatura socialista, depois de se apresentar como independente por não aceitar ser número dois na lista rosa.» (Diário de Aveiro)

