Sem se pronunciar, o social-democrata Jorge Ratola encontra-se no meio de uma polémica entre a direção nacional do partido e a estrutura concelhia de Espinho do PSD.
Ricardo Sousa estava no caminho de uma candidatura a presidente da Câmara de Espinho, nas eleições autárquicas de 12 de outubro, quando a direção nacional afastou-o. A direção nacional decidiu abrir caminho a Jorge Ratola, um adjunto do gabinete do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, presidente do partido. O candidato a presidente da Câmara passou a ser Jorge Ratola.
O ex-candidato disse que houve um “ajuste de contas pessoal” de Luís Montenegro e a direção distrital de Aveiro do PSD, liderada por Emídio Sousa, secretário de Estado respondeu através de um comunicado segundo o qual «o
militante do PSD Ricardo Sousa, conhece há muito as razões pelas quais a sua eventual candidatura não mereceu acolhimento do partido».
Quanto à escolha de Jorge Ratola «resulta das suas enormes qualidades humanas, profissionais e políticas sempre evidenciadas, facto amplamente reconhecido pelos militantes do PSD e todos os que o conhecem», diz a distrital.
Na reunião da Comissão Política Distrital de Aveiro, «o único voto contra foi o do próprio Ricardo Sousa».

