Antes de Marques Mendes anunciar a grande arrancada para a vitória do PSD nas eleições legislativas de 2009, criticar o Governo socialista e apresentar as alternativas social-democratas, o líder da distrital de Aveiro do partido, António Topa, disse na festa de aniversário do partido, este domingo à noite em Aveiro que «os militantes e simpatizantes do PSD não perdoam aqueles que são detractores permanentes dos seus líderes eleitos, gerando situações de apoio aos nossos verdadeiros adversários».
Marques Mendes estava sozinho, sem qualquer dos antigos presidentes do partido, sem o único fundador vivo, Pinto Balsemão, mas o presidente não fez qualquer crítica para dentro do PSD.
Dirigiu-se ao PS, ao primeiro-Ministro José Sócrates e apresentou uma lista de promessas. «Crescimento económico de 3 por cento ao ano», criação do «Ministro responsável pelas PME», baixa de impostos, reforma das universidades e uma «aposta a sério no ensino profissional».
Nem uma palavra sobre os que o criticam na tomada de posições ou na sombra que Paulo Portas pode fazer.
Mas António Topa dedicou parte relevante do discurso a este tema. Perante as críticas de social-democratas ao seu líder, «não nos devemos calar, deveremos mostrar o nosso desgrado, não devemos enterrar a cabeça na areia, como algumas vezes fazemos», disse António Topa.
O presidente distrital disse ainda que «as bases do PSD não gostam e não apoiam aqueles que no partido, muitas vezes tendo perspectivas de projectos pessoais, são mais oposição ao PSD de que os seus opositores, não debatendo as questões nos locais certos, levando-as para a praça pública, só para contrariar e desvaloriza o trabalho difícil de verdadeira oposição que muitas vezes se está desenvolver», disse.

