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Médico de Aveiro no centro da investigação

O Ministério da Saúde vai investigar 14 médicos, para ver se os medicamentos que receitam são ou não adequados às patologias dos doentes, sendo que o médico que mais despesa com medicamentos provocou em 2005 e 2006 trabalha num centro de saúde de Aveiro, noticia a TVI.

«Os processos resultam de um levantamento, a nível nacional, que permitiu identificar, um a um, os médicos que passam mais receitas e os que gastam mais dinheiro com medicamentos.

Receitou perto de 4 500 euros por dia, o que deu ao fim do ano quase um milhão de euros em farmácia. O clínico-geral passa, em média, 95 receitas por dia. É o «rei» da despesa, mas no número de receitas foi ultrapassado, em 2005, por um colega de Santarém e, em 2006, por outro de Guimarães. Qualquer um deles preencheu mais de 100 receitas por dia.

Agora, 14 médicos vão ser alvo de auditorias clínicas, para se apurar se o enorme volume de receitas corresponde, ou não, às patologias dos respectivos doentes. A Inspecção-Geral de Saúde concluiu que os «reis» da despesa em medicamentos ignoram os genéricos, optando em regra pelos medicamentos de marca mais caros.

Por outro lado, os hospitais não controlam devidamente os congressos em que participam os seus profissionais, nem perguntam previamente à Ordem dos Médicos se eles são sérios ou não.

De qualquer maneira, os inspectores não encontraram qualquer indício de que os congressos influenciem as receitas dos médicos, facto com que a Ordem se declara satisfeita. Os inspectores debruçaram-se apenas sobre os congressos oficialmente declarados pelos médicos às administrações, ficando de fora eventos marcadamente turísticos que se têm realizado nos últimos anos.

Quanto aos patrocínios da indústria farmacêutica, o médico que declarou ter recebido mais, trabalha no Hospital de Santo António, no Porto, e ganhou cerca de 17 500 euros.» (TVI)

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