Sexta-feira, 9 Janeiro 2026
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Luís Souto rompe com política cultural de Ribau Esteves e recorda o Mercado Negro

O vereador da oposição socialista, Leonardo Costa, questionou o novo presidente da Câmara Luís Souto (PSD), que sucedeu no cargo a Ribau Esteves (PSD), sobre a estratégia que pretende aplicar para a cultura em Aveiro. Também perguntou «como está a ser organizada a futura direção artística do Teatro Aveirense», mas sobre este assunto não obteve resposta.

Quanto à estratégia, notou-se na resposta um afastamento de Luís Souto à governação anterior, por exemplo, na criação de um regulamento dedicado aos artistas de rua que Ribau Esteves sempre recusou.

O presidente recordou, na última reunião do Executivo, o fecho do Mercado Negro em 2024, no ano da Capital Portuguesa da Cultura, em Aveiro. «Perdeu-se o Mercado Negro, foi uma perda para a vida cultural aveirense, de experimentalismo, aquela ambiência em termos culturais, é um potencial enorme que queremos recuperar, a seu tempo apresentaremos soluções, entendemos que a cultura urbana tem de ter o seu espaço e essa cultura tem dignidade, tem público, é representativa e, essa manifestação cultural têm de ter palco». «Estamos numa cidade universitária», argumentou.

Mas, nos último anos, não fechou apenas o Mercado Negro. Também o Avenida Café Concerto (anteriormente tinha encerrado o Performas, no mesmo espaço), o Tako, Maravilhas, Ria Café, o Autocarro Bar. Ou na restauração, o Necas, o Evaristo e em outras áreas a livraria Leya, o cinema no Forum e nas atividades tradicionais o último armazém de sal do Cais de S. Roque.

O presidente da Câmara diz que há um «planeamento» para criar «espaços para estímulo da criatividade» e conta que está «diariamente a trabalhar com setores que dinamizam cultura».

Questionado pelo PS sobre um plano: «é bom ter algum plano? É, mas somos muito daquela visão que o planeamento centralizado é uma nota que não é muito da nossa área política, é muito socialista… vamos ter um plano para isto e para aquilo? eu gosto muito de sentir o pulsar da vida cultural porque pode-se planear e deixar de fora artistas emergentes, novos grupos e novas manifestações artísticas que até nem sequer eram arte e agora já são arte». Diz ainda que «é bom ter umas orientação» mas, sobretudo, a Câmara quer «estimular a criatividade cultural»

Quer «dar condições, incitar grupos e os criadores a poderem apresentar propostas» e não, por exemplo: «”está aqui o plano para a cultura e os “senhores” têm de fazer isto ou aquilo senão não há apoio para nada”. Defende a criação de condições «para que haja um ecossistema cultural vibrante» anunciando que está previsto ter em Aradas uma «infraestrutura com capacitação para experimentação artística, residências, etc.». Além de Aradas, Luís Souto tem «ideias de outros locais» que quer «dinamizar».

Resumindo, «é preciso que os artistas locais tenham condições para se mostrar e há passos que estamos a equacionar».

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