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Linhas de água mais estreitas

A largura do leito das pequenas linhas de água, que correm para a Ria de Aveiro, «tem vindo a ser reduzida pelo desenvolvimento viário e urbano que se verifica no concelho de Aveiro», segundo conclusões apresentadas na Conferência Nacional do Ambiente, no “Estudo de caracterização, diagnóstico e proposta de requalificação de linhas de água no concelho de Aveiro”, elaborado por J. F. Silva, A. Vitória e J. R. Almeida, do Departamento de Ambiente e Ordenamento, da Universidade de Aveiro, e da Divisão de Ambiente da Câmara Municipal de Aveiro, citada Ciênia.pt

Quanto à qualidade da água «constatou-se que não ocorre poluição tópica muito acentuada, mas que a poluição não pontual tem impacto sobre a qualidade da água. A situação presente permite considerar a utilização das linhas de água para fins recreativos, mas sem contacto directo».

Contudo, o estudo defende que «o melhor controlo dos microrganismos fecais será também necessário para permitir a utilização recreativas dessas massas de água».

Nas propostas de requalificação, o estudo sublinha que a «função de tampão e de habitat, que é desempenhada pelas áreas húmidas nos vales, pode ser articulada com o uso recreativo dessas áreas, criando corredores verdes destinados a vias para pessoas e bicicletas».

Igualmente, «a utilização recreativa dos canais da Ria próximos da zona urbana de Aveiro, ou até da Pateira de Taboeira e do troço final do Rio Vouga, são oportunidades a considerar no ordenamento de meio hídrico do concelho». Para tal, e para além do necessário melhoramento do controlo das águas pluviais, «é indispensável o cadastro das redes e águas pluviais e uma fiscalização adequada».

Segundo o estudo, as «importantes áreas húmidas destes vales, além do seu valor como habitat, podem ter um papel importante na regulação dos caudais de ponta de cheia».

Informação do Ciência.pt
Foi delimitada a área que drena directamente para a Ria de Aveiro, na zona oeste do concelho de Aveiro, da área que drena para o rio Vouga”. Igualmente, a “área na margem da Ria, que é drenada por linhas de água efémeras ou por condutas de águas pluviais, foi também delimitada da área sob influência da água salgada, por uma linha que corresponde ao limite do sapal”. Após isso, foram fixados os limites de sete sub-bacias.

O estado dessas principais linhas de água foi avaliado “por meio de elementos hidromorfológicos, elementos químicos e indicadores microbiológicos”. O estudo refere que “as características do leito e da vegetação das suas margens foi observada em locais representativos de cada linha de água”. A qualidade da água foi “determinada em amostras colhidas em oito locais”, situados nos respectivos troços mais a jusante, mas onde não se faz sentir o efeito das marés. Esses locais foram: Mataduços, Esgueira, Forca (Bacia de Santa Joana), Parque, Vale Aradas, Vale Braga e Ponte Outeiro (rio Vouga), Taboeira (Bacia de Azurva).

Quando foram recolhidas as amostras de água para análise química e microbiológica, e imediato, foi medida a temperatura, a condutividade, oxigénio dissolvido e pH. No laboratório, procedeu-se à determinação do consumo bioquímico de oxigénio, amónia, nitrato, sólidos suspensos totais e fósforo total. Foram também determinados os números de bactérias coliformes totais, de E. coli e de enterococus.»

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