Carlos Cardoso pretende conhecer melhor os «mecanismos de lesão cerebral provocados por repetitivos impactos na cabeça» usando dados experimentais e informação recolhida em situações reais de prática de futebol juvenil, no caso, as consequências do jogo de cabeça, um projeto que inclui uma abordagem a «possíveis alterações relacionadas com o desenvolvimento da doença neurodegenerativa encefalopatia traumática crónica (ETC) e com o desregulamento do sistema endócrino».
É estudante do Programa Doutoral em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) e tem uma Bolsa Fulbright que conquistou para financiar a investigação, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no ano letivo de 2026/2027, na Universidade de Delaware, nos EUA.
Com modelos biofidélicos da cabeça humana, irá reconstruir «os impactos ocorridos em treinos e jogos, com o objetivo de melhorar a capacidade de previsão das respostas dos tecidos cerebrais e contribuir para estratégias mais eficazes de prevenção de lesões a longo prazo».
A investigação é na área da biomecânica computacional, «com particular incidência na modelação por elementos finitos de traumatismos cranioencefálicos associados à prática desportiva».
O doutoramento é desenvolvido na Universidade de Aveiro, um trabalho orientado por Ricardo Sousa e Nina costa, da Universidade de Aveiro, e por Ricardo Rocha, da Federação Portuguesa de Boxe.

