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Festival performance e bienal arte contemporânea

Abrem este sábado em Aveiro dois eventos que se prolongam até Dezembro, a 1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Aveiro, até 30 de Dezembro na Galeria Morgados da Pedricosa, Museu da Cidade, Galeria da Capitania e Paços do Concelho e o Festival de Artes Performativas – 30 à hora – “Três décadas de Pedro Bastos”, no Mercado Negro, em Aveiro nos dias 11, 15 e 18 de Novembro. Este festival mistura o teatro, música, vídeo e a poesia.

Sobre a Bienal, o vereador do Pelouro dos Assuntos Culturais, Capão Filipe, disse que “todos os anos, Aveiro encontrar-se-á integrado na arte, uma vez que esta exposição/concurso vai intercalar com a Bienal Internacional de Cerâmica”.

O vencedor, concorrente na área da pintura receberá o “Prémio Aveiro”, indivisível e no valor de 10.000,00 euros, ficando a obra premiada a pertencer à autarquia.

O júri da bienal seleccionou 14 fotografias, 40 pinturas, 11 desenhos e 12 esculturas. Dos candidatos estrangeiros foi apenas seleccionado um (Holanda), sendo os restantes portugueses.

Houve 258 candidatos de todo o país e também do estrangeiro – Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França e Holanda. No total foram apresentadas de 516 obras nas áreas de pintura, fotografia, desenho, gravura e escultura, tendo sido seleccionadas 77 de 48 diferentes artistas.
«A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Aveiro constitui um desafio à criação, promoção e divulgação da arte contemporânea junto da população», segundo comunicado da organização.

A Bienal inclui um programa cultural como uma palestra dentro da área do desenho por José Maria (escultor aveirense); uma palestra sobre instrumentos musicais por José Alberto Sardinha; diferentes concertos musicais estando já confirmados alguns grupos: “Alavarium”; Tuna Santa Cecília; Orquestra de Jazz da Universidade de Aveiro; Fanfarra de São Bernardo; Quarteto de Jazz da Adágio. Haverá igualmente uma intervenção do CETA e Grupo de Xailes de Aveiro e a participação do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro.

O Festival de Artes Performativas – 30 à hora – “Três décadas de Pedro Bastos” realiza-se no Mercado Negro, em Aveiro nos dias 11, 15 e 18 de Novembro.

O festival, nos três dias, começa às 22:00h. São 12 artistas em vários happenings que, na sua maioria, são criados para este festival, misturando o teatro, música, vídeo e a poesia.

«Todas as produções a apresentar partilham os conceitos de uma arte experimental, honesta, autónoma de academismos ou catecismos!», segundo o comunicado do festival

Programa Seis performances de curta duração (de 1 a 15 minutos) realizadas ininterruptamente da 22h às 24h, em diferentes espaços da Associação Mercado Negro.

Sábado, 11 de Novembro – Teatro, Poesia Sonora e Vídeo
Pissarias – Paulo Lima e Vasco Santos
Cruzetas Clássicas – Luís Rodeiro e Gonçalo Maia (Citac)
História Com-Sumo – Pedro Bastos, Celina Corte-Real e convidados.
TV Show – Carolina Rodrigues
Catarro – Pedro Bastos e sal.
Um por Um – Marlon Fortes

Quarta-feira,15 de Novembro – Poesia
Elegias e poemas de juventude de Friedrich Hölderlin – Pedro Bastos e convidados.

Sábado, 18 de Novembro – Teatro e Hip-Noise Music
Gal – Ricardo Seiça e sal.
Monstars – Gil. + sal. (mix monstar mike + monster of ceremonies)

Sinopses e fichas técnicas
Pissarias
Dois criadores/actores, com origens na ala mais radical das catacumbas culturais de Coimbra, conhecidos pelo seu arrojo estético e maledicente, desassossegam nas suas actuações o público mais ortodoxo. Os mestres da crueldade e da sátira cénica reencontram-se neste espectáculo propositadamente encenado para o Festival 30 à Hora.
Autoria e interpretação: Vasco Santos e Paulo Lima.

Cruzetas Clássicas
Dois jovens actores do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), apresentam um diálogo de cooperação e confronto entre a palavra recitada a música improvisada. Numa balança esquizofrénica jogam dois pratos: num, a partir de Pessoa, os heterónimos do poeta; noutro o som imprevisível de objectos insuspeitos.
Autoria e interpretação: Gonçalo Maia e Luís Rodeiro

História Com-Sumo
Os carros de sonho são os carrinhos de compras? Que sonhos transportam? São sonhos? Até onde nos deixamos transportar? Alimentamo-nos de baixo para cima ou de cima para baixo? Actuação onde os actores e o dispositivo cénico vídeo/cenográfico parodia os revolucionários e os acomodados manietados pelo consumo e entretenimento.
Autoria e interpretação: Pedro Bastos e Celina Corte-Real.
Dramaturgia: baseada em textos de F. Nietzsche e R. Garcia.

TV Show
A metamorfose de um texto poético num espectáculo em formato TV Show. Na solidão do palco, a viagem da intérprete, mediada pelo amor, aclara o caminho até alcançar uma pérola maior.
Autoria e interpretação: Carolina Rodrigues,
Dramaturgia: baseada em poesia de Herberto Hélder.

Catarro
Projecto low-file de poesia-sonora catártica e sociológica. Perscrutando os mais íntimos murmúrios vocais, os intervenientes mimetizam personagens quotidianas condimentadas pela banalidade e o anonimato.
Autoria e interpretação: sal. (voz e electrónica), Pedro Bastos (toy-piano e sintetizador).

Um por Um
Instigando um elemento do público a entrar numa antecâmara, um intérprete sobre o espaço circunscrito realiza surpreendentes acções performativas.
Autoria e interpretação: Marlon Fortes

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