«O objectivo de contar todas as pessoas que usam a Internet falhou, mas não o projecto, que é uma ferramenta privilegiada de recolha de dados estatísticos que podem ser analisados e trabalhados, para apresentação de resultados significativos», explica João Ribeiro, do projecto MapMyName, que partiu de dois alunos de Engenharia de Computadores e Telemática da Universidade de Aveiro.
João Ribeiro e Sérgio Veiga chegaram a esta conclusão um mês depois do início da contagem, que termina às 00:00 deste terça-feira e que arrancou a 22 de Abril, o Dia da Terra, «com o objectivo de contar e localizar os utilizadores de Internet, em todo o mundo».
O projecto conseguiu reunir os dados de cerca de 19 mil cibernautas, uma informação que «será trabalhada no sentido estatístico e irão disponibilizar, logo que possível, alguns dados estatísticos da base de dados». A informação «não será vendida a nenhuma entidade, será anonimizada e utilizada internamente».
A meta estipulada inicialmente não foi atingida, no entanto, o projecto trouxe mais-valias, segundo uma nota da UA: «Os estudantes criaram uma fórmula matemática que apontava para 21 dias o tempo necessário para «mapear» os cerca de 1,2 mil milhões de utilizadores da Internet, que se estima existirem actualmente, se cada utilizador registado «espalhasse a palavra» para, pelo menos, três amigos».
Os criadores do projecto dizem que as principais causas para o incumprimento do objectivo inicial foram, designadamente da empresa de hosting. «Mais do que uma vez o nosso serviço esteve em baixo por culpa da empresa de hosting, o que causa muito má impressão aos utilizadores que, na maior parte dos casos, se não conseguem o acesso à primeira, não voltam mais tarde». Outra razão prende-se com os e-mails. «Devido ao envio de inúmeras mensagens de e-mail, começámos a ser considerados como SPAM por exemplo, pelo Hotmail. Além disto, a maior parte das pessoas não trouxe três amigos para o projecto», segundo os alunos.
Quanto a planos para o MapMyName, será o desenvolvimento de «novas funcionalidades e pela criação de uma Rede Social Científica Global, ou seja, com artigos científicos e estatísticas publicadas regularmente, sem nunca perder o divertimento inerente ao uso de rede social».
Para a manutenção do site, os criadores estudam agora formas de obterem apoio financeiro.

