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Eliminar a caça que polui a Pateira com chumbo

A Quercus de Aveiro defende a eliminação da poluição por Chumbo da Pateira de Fermentelos, resultante «da caça e do campo de tiro existente próximo da margem» de forma a melhorar as condiçies ambientais do ecossistema.

A organização ambientalista defende ainda a integração do município de Anadia no Sistema Integrado de tratamento de esgotos dos Municípios da Ria de Aveiro (SIMRIA) e a diminuição da carga poluente do rio Cértima «a curto prazo» contribuindo para a despoluição da Pateira de Fermentelos.
Era um passo indispensável para «esta melhoria» da qualidade da Pateira, diz a Quercus em comunicado.

As cinco medidas para a conservação daquela zona húmida incluem ainda «uma correcta gestão da vegetação ribeirinha, promovendo a instalação das espécies nativas que estão bem adaptadas a este meio nomeadamente: salgueiros, amieiros, freixos e pilriteiros entre outras» além de que considera que o trabalho de «remoção mecânica dos jacintos deve continuar de forma sistemática e os habitats mais importantes (Caniçais) não devem ser intervencionados para não pôr em causa a nidificação das espécies».

Os ambientalistas entendem também que o «oordenamento deste espaço terá de prever, tanto a vertente turística de baixo impacto, como a salvaguarda dos habitats naturais quer na área montante da Pateira quer na Ribeira do Pano».

Lembram que «em termos geológicos, a Pateira de Fermentelos se encontra- numa zona importante para a recarga dos aquíferos subterrâneos, pelo que a qualidade da água e consequentemente o controlo da poluição de todos os afluentes que aportam água para esta zona deve merecer todo o cuidado (nomeadamente o rio Cértima)».

A Pateira tem perdido características ambientais. Segundo a associação, «nos últimos cinquenta anos desapareceram cerca de 100 hectares da área superficial da Pateira, resultantes da progressiva ocupação das margens e da perda de profundidade resultante do assoreamento natural por sedimentos aportados pelas linhas de água».

Registam ainda que uma evolução no sentido da «degradação da qualidade da água, seja pela chegada de massas de água com esgotos não tratados, seja pela poluição difusa resultante da actividade agrícola. Este desequilíbrio cria condições para a explosão do jacinto-de-água (planta com comportamento infestante) que muitas pessoas inadvertidamente se encarregam de dispersar pelo país (encantadas pela beleza da flor) quando as levam após as visitas turísticas».

Mas a Quercus tem esperanças que a situação mude se aplicadas as medidas apontadas. «Possui um grande potencial para o desenvolvimento de actividades de conservação da natureza e, nesse sentido, podendo suportar actividades de educação ambiental, para o turismo ambiental (ex. observação de aves – movimento crescente em Portugal), actividades desportivas não motorizadas e outras actividades de lazer (pesca desportiva)».

Informação da Quercus «A importância biológica da Pateira resulta em parte da existência dos habitats (Caniçais) que permitem a nidificação de espécies protegidas e bastante raras que procuram a zona. Neste biótopo alagado, os ninhos estão protegidos contra a predação por mamíferos terrestres. Algumas das espécies que dependem quase exclusivamente do caniçal para nidificar são: a águia-sapeira, a garça-vermelha, o rouxinol-pequeno-dos-caniços, o rouxinol-grande-dos-caniços e a felosa-unicolor. Este habitat é ainda de extrema importância para as aves migradoras, na medida em que lhes fornece condições de abrigo e alimento para acumularem a energia necessária para continuar viagem.

A Pateira de Fermentelos constitui um bem comum do país cuja importância está reconhecida pela sua integração da Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro. As freguesias confinantes com este espaço natural são as de Fermentelos, Espinhel e Óis da Ribeira (Concelho de Águeda), Oiã (Concelho de Oliveira do Bairro) e Requeixo (Concelho de Aveiro).

Sendo as populações destas freguesias as principais responsáveis pela sua exploração e conservação, podemos observar nesta zona húmida diversas actividades recreativas associadas à pesca, aos desportos náuticos e à prática balnear na zona central onde o espelho de água livre apresenta um maior desenvolvimento.

Em algumas zonas as margens são utilizadas pela população local para a prática agrícola».

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