O Concurso Micro-Rato realiza-se esta quarta-feira, a partir das 15h00, no Pavilhão Aristides Hall da Universidade de Aveiro, englobando os Concursos Micro-Rato, para robôs móveis e autónomos, e Ciber-Rato, uma competição entre agentes robóticos virtuais.
O Micro-Rato, também na modalidade Ciber-Rato,é uma competição entre pequenos robots móveis e autónomos, com dimensões não excedendo os 300x300x400mm com dois objectivos a cumprir em sequência: o primeiro objectivo é ir desde a «área de partida» até à «área de farol»; o segundo objectivo consiste em regressar à área de partida, ou aproximar-se dessa área o mais possível utilizando, para tal, a informação recolhida durante o cumprimento do primeiro objectivo . Em qualquer dos casos os robots devem evitar todos os obstáculos que se lhes deparem, incluindo outros robots.
Na modalidade «Ciber-Rato» a competição decorre em ambiente simulado em computador. Todos os robots virtuais têm o mesmo tipo de sensores e de actuadores. Um simulador envia a cada robot os valores medidos dos sensores, recebe dos robots os comandos sobre os «motores» e actualiza em conformidade as posições dos robots no labirinto. As equipas participantes constroem o programa que permite ao seu agente robótico, através dos dados sensoriais enviados pelo simulador, comandar os «motores» de forma a cumprir da melhor forma os objectivos estabelecidos nas regras da competição.
O Concurso Micro-Rato começou em 1995, organizado por docentes do Departamento de Electrónica Telecomunicações (DET) para constituir um «factor de motivação e de complemento de formação para os alunos».
Segundo uma nota da UA, «rapidamente se percebeu que o potencial desta actividade extravasava em muito as fronteiras do actual DETI (Dep. de Electrónica, Telecomunicações e Informática) de e da própria UA e constituía uma resposta a uma solicitação da sociedade civil de desenvolver apetência por área tecnológicas de vanguarda e de contribuir para a respectiva desmistificação, compreensão e utilização».
A iniciativa teve um «considerável êxito, quer em termos de assistência quer em termos de participação, tendo o concurso crescido até se tornar uma actividade conhecida e reconhecida em todo o país. Foi, ainda, motivação para o aparecimento de várias actividades congéneres, em diversos pontos do país, baseadas na utilização da robótica para fins didácticos nos mais variados níveis de ensino».
Portugal está entre os países onde «existe uma maior dinâmica em torno da robótica didáctica, quer ao nível do ensino pré-universitário, quer universitário, ao lado dos Estados Unidos da América, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, apenas para nomear alguns. Muitos factores terão contribuído para esta situação mas um deles terá, certamente, sido o Concurso Micro-Rato«.

