O Carrefour deverá sair do mercado nacional e vendido ao grupo Auchan ou ao Sonae SGPS, encerrando o espaço comercial em Aveiro e em outros pontos do país, noticia o Diário Económico
O Carrefour pretende alienar os 11 hipermercados que detém em Portugal, mais as licenças para a abertura de 11 novos pontos de venda.
A saída é justificada pelo facto de ser «uma missão impossível» passar a liderar o mercado nacional, posicionando-se em 6º lugar no volume de vendas.
Segundo o Jornal de Negócios, «a possível saída do Carrefour do mercado retalhista português é uma boa notícia para as empresas do sector, mas má para os consumidores. É que os analistas acreditam que tal medida vai provocar uma menor pressão para a descida dos preços no mercado português».
Para a Jerónimo Martins e Sonae SGPS a notícia “é positiva à primeira vista, pois o negócio deve implicar um aumento no nível de consolidação no mercado retalhista português, suportando uma maior disciplina em termos de preços e novas aberturas”, referem os analistas do BPI.
A Espírito santo Research partilha da mesma opinião. O analista Pedro Morais acredita que a venda será efectuada ao Grupo Auchan, que “aumentará a quota de mercado em Portugal, reduzindo o número de concorrentes, o que eventualmente será positivo já que baixará a concorrência de preços neste mercado”.
O BPI calcula que os hipermercados do Carrefour podem valer entre 350 a 500 milhões de euros e lembra que estes estão em locais semelhantes aos dos estabelecimentos da Sonae e que a Jerónimo Martins estás mais focada nos supermercados (Pingo Doce).

