É um resíduo agroalimentar abundante e pouco valorizado, a casca de cebola, que pode ter um «papel relevante na transição para embalagens mais sustentáveis»
, segundo uma investigação da Universidade de Aveiro (UA), de Mariana Vallejo, Beatriz Esteves, Pedro Carvalho, Manuel Coimbra, Martinho Oliveira, Paula Ferreira e Idalina Gonçalves, do CICECO e a colaboração do Laboratório Associado para a Química Verde da Rede de Química e Tecnologia. Foi desenvolvida nos departamentos de Engenharia de Materiais e Cerâmica e de Química e na Escola Superior Aveiro-Norte.
A investigação demonstra que «é possível integrar diretamente casca de cebola moída em bioplásticos, obtendo materiais com melhor desempenho funcional e menor impacte ambiental, sem necessidade de processos complexos de extração ou purificação
Segundo os investigadores, os materiais desenvolvidos apresentam «estabilidade térmica, atividade antioxidante e propriedades de barreira ajustáveis, podendo ser aplicados não só em embalagens ativas na conservação de alimentos ou de outros produtos, mas também em dispositivos médicos, reforçam a maturidade tecnológica da solução e a sua viabilidade à escala industrial».
A tecnologia já se encontra protegida por patente, «evidenciando o seu potencial de transferência para a indústria. A patente descreve a produção de termoplásticos ativos e biodegradáveis a partir de amido não purificado recuperado de resíduos industriais e de casca de cebola, utilizando tecnologias de processamento convencionais, como extrusão ou moldação por compressão».

