InícioAveiroAbstentismo deve-se a violência sobre as crianças

Abstentismo deve-se a violência sobre as crianças

De acordo com Fátima Pinto, tutora na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Aveiro, e professora na EB 2,3 João Afonso, «a maioria das participações dos vários estabelecimentos de ensino à CPCJ prendem-se com situações de abandono e absentismo escolar, crianças que são vítimas de maus tratos físicos e psicológicos, e mesmo situações de abuso sexual», acrescentando que a faixa etária na qual o abandono escolar é mais evidente é a dos 12 aos 14 anos de idade, noticia o Diário de Aveiro.

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No fórum «A Escola e a CPCJ: Realidades Partilhadas» realizado ontem em Aveiro por iniciativa do CPJC, a professora justificou que o facto da maior percentagem de absentismo se verificar na EB 2,3 João Afonso, poderá ter a ver «com a densidade populacional deste estabelecimento, verificando-se aqui uma maior concentração de alunos».

O objectivo principal deste fórum consistiu em permitir a partilha de experiências e a definição de estratégias de actuação para a prevenção primária do absentismo, abandono e insucesso escolares, bem como outras situações de risco, neste contexto.

A abrir a sessão esteve o presidente da CPCJ Aveiro, o vereador Miguel Capão Filipe, Conceição Santos, da Direcção Regional de Educação do Centro e elemento do Gabinete de Abandono Escolar, e Luís Carvalheiro, do Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho.

Conceição Santos, procedendo a algumas considerações sobre o protocolo assinado entre os dois ministérios, referiu que as três grandes opções do Ministério da Educação passam por «reforçar a coesão, reduzir a pobreza e criar mais igualdade de oportunidades». Nomeou também algumas das acções que se encontram em curso, tais como, «o alargamento da rede pré-escolar, a consolidação do horário de funcionamento das escolas, a ocupação plena dos tempos escolares, e o acompanhamento dos alunos na detecção precoce de percursos de insucesso».

De acordo com o protocolo, a Escola constitui «um dos principais sinalizadores de crianças e jovens em perigo», bem como «facilita a participação de diversas entidades na concepção de projectos de prevenção primária». (Diário de Aveiro) – notícia não disponível on line

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