Cerca de 200 pessoas encontram-se concentradas este sábado na Praça da República, em Aveiro, numa “assembleia popular” convocada pela plataforma “Não Dá Mais P’ra Viver Assim” assim como acontece neste dia em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Faro, pelo direito às habitação e contra o aumento do custo de vida. Uma concentração pacífica, embora com vários polícias a acompanhar o encontro, com duas tendas simbólicas, de praia, e com microfone aberto aos que queiram usar da palavra.

Cidadãos e, pelo menos, elementos do PCP e Bloco de Esquerda fizeram intervenções no sentido do direito à habitação, lei das rendas, despejos, crédito à habitação e falta de alojamento». A plataforma entende que «o problema da habitação não se resolve entregando mais margem ao mercado. É necessário travar as rendas, tetos aos arrendamentos, proibir
despejos sem alternativa, reforçar a habitação pública e tantas outras medidas».

Ter casas para ter «uma vida digna», e apelos «a ocupar as ruas», críticas aos fundos de investimento que controlam imóveis, contra a lei das rendas em debate na Assembleia da República e críticas ao primeiro-Ministro, Luís Montenegro, fazem parte das intervenções.

Uma intervenção comum apela à participação na manifestação nacional de 14 de novembro, convocada pela movimento cívico Porta a Porta com início na estação ferroviária, em Aveiro, pelo direito a habitação a preços acessíveis e contra o aumento do custo de vida, que deverá realizar-se em 30 cidades.

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