Uma operação da Polícia Judiciária em Cantanhede, Pombal, Alcobaça e Porto desmantelou «um grupo criminoso organizado, dedicado à prática reiterada dos crimes de auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal, corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, e que culminou com a detenção de cinco suspeitos
Com mandados de detenção fora de flagrante delito, emitidos pelo DIAP Regional de Coimbra, foram detidos dois homens e duas mulheres, entre os quais três empresários e o Chefe de um Serviço de Finanças da região Centro que o Jornal da Bairrada refere tratar-se do chefe das Finanças da Mealhada. No decurso da operação, foi ainda detido, em flagrante delito, um homem, pela prática do crime de detenção de arma proibida.
Os detidos, com idades compreendidas entre os 33 e os 55 anos e sem antecedentes criminais conhecidos, serão oportunamente presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial, tendo em vista a aplicação das medidas de coação.
Desde setembro de 2025 que este grupo criminoso «dedicava-se à legalização fraudulenta de milhares de cidadãos estrangeiros, em Portugal, ao longo de vários anos. Os suspeitos atuavam movidos pelo propósito de obter elevados proventos financeiros, recorrendo, para o efeito, a elaboradas estratégias destinadas a dissimular a sua atuação e a ludibriar diversas instituições do Estado português».
Segundo a PJ, os imigrantes, «enquanto clientes deste grupo criminoso e na expectativa de alcançarem uma vida melhor, dispuseram-se a pagar elevadas quantias monetárias para obter a documentação necessária à instrução dos respetivos processos de regularização, vivendo e trabalhando, muitos deles, em diversos países do espaço europeu, pese embora figurem, perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social, como exercendo atividade profissional em Portugal».
Em 16 buscas a PJ apreendeu «um vasto acervo documental relacionado com processos de regularização irregular de cidadãos estrangeiros, equipamento informático, três armas de fogo e cerca de 50 mil euros em numerário».
Participaram na operação cerca de 90 inspetores e especialistas da Polícia Judiciária, com a colaboração operacional e técnica da Diretoria do Norte, dos Departamentos de Investigação Criminal de Aveiro, Leiria e Guarda, bem como da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática, da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Armamento e Segurança, da Polícia Judiciária.

