Com o acordo de governação entre Luís Souto (PSD-CDS-PPM) e Diogo Machado, do Chefa, para criar uma maioria no Executivo da Câmara de Aveiro, «traem-se os eleitores porque esta coligação (PSD-CDS-PPM-Chega) não foi a votos; o PSD manda às malvas os seus princípios para poder comprar um voto» e «o Chega abdica de criticar o poder, para poder partilhar um pelouro de lentilhas». Quanto ao CDS, foi supinamente ignorado, nem ouvido nem achado: uma humilhação e um enxovalho a um parceiro da coligação. Usado e abusado», escreve socialista Alberto Souto, ex-candidato à Câmara nas autárquicas de 2025, com o mandato de vereador suspenso
Lamenta que o PSD faça um acordo «com o Chega, partido anti Abril, salazarento, racista e xenófobo. É tudo mau neste negócio de mercearia política de lesa democracia».
Um acordo que se junta a «partes gagas, faltas de respeito para com a oposição, inépcia ou as opções erradíssimas». Um acordo com o Chega «é um insulto à democracia, à memória de Sá Carneiro, e ao legado de respeito pela oposição de Girão Pereira», escre vo socialista.
De resto, diz ainda que «um voto a mais ou um voto a menos não resolve a incompetência substantiva das decisões e nunca silenciará os democratas».


