O Ministro da Defesa, Paulo Portas, anunciou este sábado em Estarreja que a crise está a passar e aproxima-se a altura de colher os frutos da governação.
As palavras de Portas foram medidas. “O país está a sair das dificuldades e a entrar em clima de confiança (…) já passaram os momentos mais difíceis (…) em 2004 surgirão os sinais de retoma”
É altura de “preparar o país para poder crescer quando os sinais de retoma chegarem em cheio na Europa”, disse o Ministro.
Em representação do Governo da coligação PSD/CDS-PP, em tarde de comemoração do segundo aniversário da subida ao poder dos populares e social-democratas, foi um discurso de balanço, promessas e de dedo apontado ao anterior Governo do PS.
Portas voltou a repetir a herança. O actual Governo “herdou um défice quatro vezes superior ao que estava escrito nas contas públicas” e num discurso de balanço e de demonstração de que o governo ainda não descolou das referências aos socialistas que perderam as eleições em 2002.
Sobre o anterior chefe do Governo, António Guterres, diz ter assistido ao “insólito de um Primeiro-Ministro abandonar a meio do caminho”. Ao contrário, a coligação tem resultados para apresentar assim como no seu ministério, a substituição de corvetas por patrulhões, aquisição de dois submarinos, fiscalização das águas portuguesas, defendendo-as da pesca ilegal, fim do Serviço Militar Obrigatório a partir do final do ano e resultados positivos nas OGMA.
A quatro meses das eleições europeias, comentou a escolha do PS para cabeça de lista, referindo-se a Sousa Franco, antigo ministro das Finanças que, segundo Portas, “definiu a governação socialista como o pior Governo desde os tempos de D. Maria”.
O ministro apresenta uma longa lista de defeitos dos socialistas “despesa descontrolada, promessas fáceis e irresponsabilidade na gestão, um PS incapaz de controlar as contas e de cumprir objectivos”.
Tudo diferente depois da saída dos socialistas. “Ao cabo de dois anos, Portugal regressou à disciplina financeira”, concluiu.

