O candidato do PS à Câmara de Aveiro nas próximas eleições autárquicas, considera o plano de construção de um pavilhão-oficina, proposto pela atual maioria PSD-CDS-PPM que governa a autarquia, de um «enormíssimo erro estratégico» e designa-o por um «barracão caríssimo para treinos». Por isso, diz que «este Executivo, que está de saída, devia ter a humildade de anular o concurso em vez de comprometer assim o futuro». No lugar do pavilhão sugere lançar um concurso para o projeto de um pavilhão multiusos.
O que Aveiro precisa, diz, é «requalificar toda a rede de pavilhões, polidesportivos e piscinas municipais e dos clubes e de colmatar lacunas graves», e não o pavilhão proposto «por quase 23 milhões de euros». Precisa de um «multiusos que sirva, não apenas como oferta complementar às necessidades dos clubes, mas como palco para grandes eventos de interior, finais nacionais e internacionais, grandes espetáculos musicais»
Propõe ainda «conferir polivalência desportiva ao Parque de Feiras e Exposições e otimizar a sua utilização: com umas tabelas, redes de ténis, bancadas amovíveis, marcações e mais balneários, para prática desportiva diversificada nos períodos em que não está ocupado por eventos comerciais».
Sugere ainda o reforço da utilização dos espaços desportivos das escolas pelos clubes, fora dos horários letivos, programar a requalificação dos complexos desportivos e polidesportivos descobertos do Esgueira, do Bonsucesso, Galitos, S. Bernardo, Oliveirinha, S. Jacinto, Eirolense, Requeixo, CENAP, ACREMA, Estrela Azul, Santiago, FIDEC e Barroca. Defende um programa de requalificação das piscinas do Carôcho, Oliveirinha e Cacia, a construção de uma piscina fluvial no Parque da Balsa, em Eixo e um projeto para o “Complexo de Piscinas Municipais no Parque Desportivo”.
Também quer apoiar a construção do campo de golfe pelo parceiro privado da Câmara (Visabeira), «avaliar a criação de um Centro Hípico em Azurva, no Parque Desportivo», «reavaliar o projeto e a localização da Pista de Remo e Canoagem, no Parque Desportivo, em Taboeira» e o «novo Centro Náutico, a manter na nova “antiga Lota”», «reservar terreno para o Pavilhão do Beira-Mar, na beira-mar,; «transformar mais uma antiga unidade fabril em centro de ténis e de padel»; «ceder em comodato um edifício para a sede do Clube Povo de Esgueira»; «apoiar a construção do terceiro campo relvado do Taboeira, a cobertura ligeira para a bancada e a expansão projetada» e «otimizar a utilização do Estádio Mário Duarte, instalando painéis solares para reduzir os custos de exploração».
ESta quinta-feira, a Câmara aprovou a abertura de um novo concurso público internacional, o terceiro, para a construção do “Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto”, com um valor base de 22.790.000 de euros com um prazo de construção previsto é de 540 dias.
O projeto inclui quatro campos polidesportivos um envolvido por bancadas, com capacidade para receber 2.500 pessoas, um ginásio polivalente, instalações para técnicos, treinadores, clubes, associações, salas para reabilitação de atletas, de formação, auditório e sala de estudo e áreas que poderão ser concessionadas, como bares de apoio, ginásio e clínica de fisioterapia.
A área de implantação é de 10.400 m2 e uma área bruta de construção de 22.615 m2.
Nos dois primeiros concursos, «as empresas interessadas não cumpriram os critérios para adjudicação», segundo a Câmara.

