O vereador do PS na Câmara de Aveiro, Nuno Marques Pereira, pergunta ao presidente da Câmara, Élio Maia, se se «sente com condições políticas para levar o mandato até ao fim», e se o PSD, «partido que sustenta a coligação no executivo municipal, já não deposita confiança política no Sr. Presidente da Câmara de Aveiro e na sua equipa, substituindo-se nas suas funções», a propósito da revelação feita pela concelhia social-democrata acerca de negociações para alienar 60 por cento da Moveaveiro.
O vereador pergunta: «a negociação de bens públicos decorreu, ou decorre, em total ocultação, ao arrepio das mais elementares regras de transparência? Há alguma coisa a esconder?» e acrescenta que os vereadores estão «preocupados pela realização de negociações de bens públicos às escondidas e sem critério, como tem vindo a ser publicamente assumido por V.Exa (Élio Maia)».
Num requerimento dirigido a Élio Maia, pergunta ao presidente se «sente que tem autonomia, independência e isenção necessárias para liderar os destinos do nosso Município?».
O vereador pergunta a razão do líder da concelhia do PSD, Rocha de Almeida «anunciar a privatização de empresas municipais» e não Élio Maia.
De resto, questiona sobre os «critérios económicos e sociais que presidem à alienação do capital da MoveAveiro, se estão assegurados os custos sociais que têm vindo a ser assumidos pela empresa, em benefício directo dos aveirenses, em especial daqueles que residem ou trabalham em zonas periféricas do município» e a razão dos critérios de alienação não serem «motivo de análise em sede de reunião de Câmara?».
Ainda perguntam se os «Srs. Vereadores da CMA, eleitos pelo CDS/PP, aprovaram a sua “substituição” pelo Sr. Presidente da Concelhia do PSD?».
As declarações do presidente da concelhia foram feitas esta quinta-feira em entrevista ao Diário de Aveiro e Aveiro FM.

