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Uma casa que se transforma

A principal inovação da Casa do Futuro, em desenvolvimento pela Aveirodomus – Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro, que envolve várias empresas e a Universidade de Aveiro, é a «capacidade que tem para se transformar», disse ontem Luís Ferreira do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro, durante o seminário de divulgação de resultados sob o tema «Inovar no sector do habitat: o caderno de Encargos para a Casa do Futuro», noticia o Diário de Aveiro.

No seminário foram apresentadas soluções e sistemas desenvolvidos para a casa. A esperança de vida tem aumentado, as pessoas passam cada vez mais tempo em casa e os filhos também. Essas são razões para que a Casa do Futuro, a construir no campus da Universidade de Aveiro, se adapte às necessidades. A Casa do Futuro, terá «capacidade de se adequar aos diferentes tipos de uso», disse.

A casa terá ainda capacidade para «análise do comportamento da estrutura ao longo do tempo», através de monotorização.

Mas entre muitas inovações – o hidrogénio é o «elemento central de soluções energéticas». A Aveirodomus está já a desenvolver «versões seguintes da Casa do Futuro, designadamente, no isolamento acústico, através de aerogel, fibras de cânhamo, aglomerado de fibras de casas de eucalipto.

O plano encontra-se na fase de conclusão do caderno de encargos que deverá ficar concluído no próximo mês. Posteriormente, será elaborada uma candidatura ao Quadro Comunitário de Apoio financeiro 2007-2013.
Entre as novidades, terá iluminação com fibra óptica e leds, armazenamento de mantimentos atendidos por robots, uso de água salgada no WC, sistema de análise do estado de saúde dos ocupantes da casa e da qualidade do ar e odores e compostagem doméstica.
Os controles serão por telefone, computadores, voz e cartões e haverá reciclagem e reaproveitamento de lixos. Os dois módulos da casa são amovíveis assim como as paredes, os equipamentos podem ser ajustados à altura desejada, como as sanitas de WC, terá lajes que se movimentam em tectos ou varandas, paredes e equipamentos móveis para «maximizar o espaço».

Na área de entretenimento, «muito interessante e sofisticado», haverá cinema, passeios virtuais, interactividade nos espaços para as crianças, miradouros de realidade aumentada, entre outros, como um robot pintor.

Jonas Duarte, da Somague, disse tratar-se de um «arquitectura arrojada e com a mais moderna tecnologia», mas a casa tornou-se fria e por isso falou de um desafio para a Aveirodomus: o de a humanizar, sugerindo que fosse ocupada por uma casal de idosos por exemplo, que proporcionasse «novas paixões» ou um «casal de estudantes bem apaixonados para dar amor e para se transformar numa Casa do Futuro». – Diário de avero – notícia não disponível on line

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