O PCP considera estranhas as declarações recentes do Presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA), Ribau Esteves porque «vão no sentido de ressuscitar a GAMA».
Causa «estranheza» à Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP porque «partem de conjecturas, que terão sido adiantadas pelo Governo, que não têm ainda concretização prática».
Segundo o PCP, «não há qualquer proposta entregue na Associação Nacional de Municípios ou na Assembleia da República para alterar as já referidas leis, que, neste momento impedem a desvinculação de municípios da GAMA pelo prazo de 5 anos», uma referência à decisão da saída da GAMA dos municípios de Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra. Quando a Mira, «não se sabe qual o quadro de relacionamento que vai ser permitido com municípios limítrofes, que têm afinidades com os que constituem a GAMA, que partilha a Ria de Aveiro, ou com os municípios que partilham a Linha do Vale do Vouga».
Questiona-se ainda sobre o quadro de novas competências e meios que «serão, ou não, atribuídos a estas Associações de Municípios». Concluindo, é uma «nova trapalhada, que leva uma vez mais a
questionar todo este processo».
Para a DORAV, «o que faz falta a Portugal é uma estrutura intermédia do poder local democrático, com competências, meios e legitimidade democráticas, para prosseguir políticas de desenvolvimento
regional, anuncia que participará nas eleições para a GAMA com uma lista própria, na decorrência da sua visão singular do poder local democrático, do seu projecto e das suas propostas para a região».
Na actual situação, são «espartilhos» à constituição das áreas metropolitanas «por exemplo com limites absurdos à participação de municípios em várias entidades de acordo com os seus interesses), pela evidente falta de meios para o seu funcionamento e pelo carácter casuístico de que se revestiam os acordos que a administração central poderia, eventualmente, estabelecer com cada uma delas».

