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Câmara critica Governo e Hospital de Aveiro

A Câmara de Estarreja tomou duas iniciativas no âmbito do processo do plano que prevê o encerramento das urgências hospitalares, as duas críticas quanto ao plano do Governo e à Administração do Hospital de Aveiro.

Entretanto, no âmbito da discussão pública, segue esta quinta-feira para a tutela, o «Manifesto justificativo da Manutenção dos Serviços de Urgência no Hospital Visconde de Salreu, que reúne contributos e pareceres das mais variadas áreas e instituições», segundo comunicado difundido esta quinta-feira.

Segundo comunicado da autarquia, a «falta de documentos e de reunião debilita Estudo Técnico». A Câmara insistiu no pedido de reunião com os técnicos mas não obteve marcação e os pedidos sucessivos para envio dos documentos que serviram de suporte ao estudo não foram enviados”, segundo o presidente da Câmara, José Eduardo de Matos.

Concluindo, diz que o «processo encontra-se formalmente debilitado e o Estudo perde sustentabilidade, logo credibilidade, como instrumento para decisão».

As criticas são também dirigidas ainda à «inadmissível resposta» da Administração do Hospital de Aveiro. Questionada pela autarquia sobre o tempo de espera dos utentes, a administração respondeu que «a triagem de Manchester foi implementada em Maio p.p.. Os tempos de espera encontram-se dentro dos parâmetros inerentes à metodologia em causa».

Por isso, José Eduardo Matos pergunta: «Que política de Saúde pode ser credível em Portugal se Conselhos de Administração de Hospitais Públicos (Aveiro) recusam o basilar Direito à Informação, devido a qualquer Cidadão e, como se não bastasse, demonstram uma flagrante ausência de Respeito Institucional por um Município da sua área de cobertura a cujos Cidadãos, por Missão e Juramento de Honra, deve Servir?».

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