A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Nº 1 e Jardim de Infância de Santiago, em Aveiro, queixou-se às autoridades regionais que tutelam o sector da Educação das sucessivas trocas de professores numa das turmas do estabelecimento de ensino, noticia o Diário de Aveiro.
«Segundo a instituição, a turma D, do segundo ano, vai conhecer o quarto professor desde que começou o ano lectivo, o que afecta o rendimento escolar dos estudantes.
Carlos Magalhães, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Aveiro, de que faz parte a Escola Básica de Santiago, diz que se trata de uma situação «infelizmente normal», dado que a professora titular tem estado afastada devido a doença e a substituta entrou em licença de parto. O terceiro professor foi entretanto colocado noutra escola, regressando a Santiago a docente que se encontrava grávida, explicou o responsável.
Até final do ano lectivo a situação está «resolvida», uma vez que a professora actualmente em funções irá manter a leccionação naquela turma. «Mas esta colocação é só até ao fim do ano lectivo. No próximo pode voltar tudo ao início», adverte o presidente do Conselho Executivo, que reconhece que a turma D viveu um «mês atribulado» com as constantes mudanças de docentes.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação expôs o seu descontentamento a várias entidades, entre elas a Direcção Regional de Educação do Centro, a Delegação Regional do Centro da Inspecção Geral da Educação e a Coordenação Educativa de Aveiro.
«Esta escola está inserida num bairro social com todos os problemas sociais inerentes: famílias desfeitas, etnias diferentes ou pais com pouca ou nenhuma escolaridade», alerta a instituição, chamando a atenção para crianças com «problemas de comportamento» e «grandes dificuldades de aprendizagem».
Segundo a associação, das três turmas do segundo ano, a D é «a mais problemática», tendo quatro níveis de aprendizagem diferentes no segundo ano e ainda três alunos do terceiro ano. Neste grupo de alunos «grassa a indisciplina», apenas «controlada por um professor com pulso que demonstre autoridade», salientam os pais e encarregados de educação, que revelam um caso de violência sobre uma professora envolvendo a mãe de uma criança.
«É sempre necessário pelo menos um mês para que o professor consiga ‘agarrar’ esta turma», avisam, acrescentando: «Não somos psicólogos, mas parece-nos que, não tendo estes miúdos a estabilidade familiar aconselhável, deveriam ter pelo menos o direito a alguma estabilidade escolar». (Diário de Aveiro)

