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Ministro admite fecho da Docapesca

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva disse que «num quadro de economia de mercado, e uma política comum europeia, se a Docapesca não servir, fecha», noticia a Lusa.

«O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, disse hoje que está à procura de soluções para a Docapesca que possam garantir o rendimento dos pescadores.

Perante a Comissão dos Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, o ministro lembrou que a empresa tem um passivo de 30 milhões de euros e garantiu que o governo não pretende continuar a acumular esse passivo.

Confrontado por alguns deputados com a possibilidade do Governo querer privatizar a Docapesca, Jaime Silva disse que essa não é ainda uma certeza, lemb rando que foi feito um estudo para avaliar a viabilidade da empresa e que se pre tende encontrar soluções junto dos armadores e dos pescadores.
“Há aqui um problema, e é um problema que nós não vamos adiar mais dois ou três anos. Se a primeira venda (de peixe) não responde a este problema de su stentabilidade do rendimento dos pescadores temos que perguntar aos pescadores e temos que estudar como é que poderá responder”, explicou o ministro, recordando que os pescadores se queixam de não conseguirem na primeira venda de peixe obte r um preço de compra que cubra os custos da pesca.
Para o ministro da tutela é necessário “redefinir o papel da Docapesca” , adiantando que “num quadro de economia de mercado, e uma política comum europe ia, se (a Docapesca) não servir, fecha “.
No entanto, “queremos discutir com o sector porque pode haver outras so luções”.
“Se as organizações de pescadores (…) se profissionalizarem, quiserem ter outra gestão, que vá para lá da simples pesca, chegar à lota e entregar o p eixe, e quiserem também entrar na valorização do respectivo produto, o Estado es tá disposto a apoiá-los”, adiantou Jaime Silva.

A hipótese do encerramento da empresa de primeira venda de pescado foi hoje levantada por Jaime Silva na sequência dos prejuízos apresentados nos últim os anos, com excepção para 2003.

Segundo os relatórios e contas da empresa, os prejuízos aumentaram de 1 ,845 milhões de euros, em 2004, para 1,995 no ano passado.
A administração da Docapesca prevê, para 2006, um novo prejuízo no valo r de 1,5 milhões de euros.
A empresa pesqueira tem, actualmente, 14 delegações em todo o país, 20 lotas e 50 postos de vendagem.

O ministro disse ainda que em termos de futuro para o sector é preciso defender uma política de sustentabilidade, uma vez que o país se confronta com u m cenário em que há cada vez menos peixe, e que a solução pode estar na aquicultura.» (LUSA)

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