A Câmara de Aveiro, liderada por Élio Maia (coligação PSD-CDS-PP), acusa os executivos socialistas anteriores, chefiados por Alberto Souto, de terem procedido à venda a privados, entre 1999 e 2005, de vários lotes para construção em altura, na área do plano de pormenor do Centro (PPC), no coração da cidade, que estavam abrangidos por operações de leasing financeiro (leasing e leaseback), e de não os ter resgatado, posteriormente, junto das entidades bancárias – Imoleasing e BPI, noticia o JN.
«Apesar dos lotes terem sido pagos, no todo ou em parte, a autarquia está impedida de efectuar as escrituras de compra e venda a favor dos compradores, incorrendo, por isso, na obrigação de devolver os valores recebidos dos compradores, que o executivo de Élio Maia estima em mais de quatro milhões de euros, lê-se na resposta que a Câmara, de maioria PSD-CDS/PP, acaba de dirigir à Inspecção Geral de Finanças (IGF), no exercício do direito de contraditório relativamente às conclusões do relatório preliminar (Projecto de Relatório) da inspecção que a IGF tem estado a fazer às contas da Câmara Municipal de Aveiro no triénio 2003-2005.
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