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Venda de ovos moles certificados só em 2007

O presidente da Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro estimava que a comercialização dos ovos moles certificados seria feita «até final do ano», mas esse prazo «dificilmente» será cumprido, noticia o Diário de Aveiro.

«Os ovos moles certificados apenas deverão começar a ser vendidos no primeiro trimestre do próximo ano.
O presidente da Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), José Francisco Silva, estimava que a comercialização do produto certificado seria feita «até final do ano», mas esse prazo «dificilmente» será cumprido.

A nova previsão da APOMA aponta para que a entrega das marcas de certificação aos produtores ocorra durante o primeiro trimestre de 2007.
Os ovos moles de Aveiro são, desde Março passado, uma marca classificada com a Indicação Geográfica Protegida (IGP). No entanto, para que a comercialização dos ovos moles certificados possa ser efectuada é necessário que um organismo privado de controlo (OPC) atribua as marcas de certificação aos produtores, o que ainda não aconteceu.

Actualmente, a APOMA está a negociar com um OPC (Sagilab, do Porto) os preços das auditorias e das marcas de certificação (que são dísticos com hologramas feitos na Imprensa Nacional Casa da Moeda).
Segundo José Francisco Silva, há neste momento 36 produtores de ovos moles em condições de receber a marca de certificação.
A comercialização do produto só poderá ser efectuada em locais de venda identificados com uma placa englobando a imagem de marca dos ovos moles certificados, o símbolo da APOMA e o número de associado ou de autorização.

A venda dos ovos moles certificados poderá ser feita em barricas de madeira ou de porcelana, em caixas ou embalagens individuais. Em cada recipiente terá obrigatoriamente de ser colocado um rótulo que, entre outras informações, inclui uma etiqueta autocolante com um holograma estampado e número de série alfanumérico. O objectivo, salientou José Francisco Silva, é evitar a venda de ovos moles «adulterados».

A qualidade do doce conventual será ainda atestada pela fiscalização do OPC, que poderá aplicar sanções aos comerciantes que cometam infracções na produção, e por um painel de provadores que será criado pela Universidade de Aveiro (UA).

A certificação do produto foi conseguida após um processo já com vários anos. «Esta experiência demonstra que toda a gente fica a ganhar sempre que os agentes económicos se unem aos pólos tecnológicos», disse José Francisco Silva, aludindo à parceria da APOMA com a UA destinada à obtenção da IGP. Segundo o dirigente da associação, está já em curso o processo de certificação no espaço comunitário.

Em 2003 foram produzidas 345 toneladas de ovos moles e consumidas 13 milhões de unidades. O sector, que emprega cerca de 350 pessoas, representa um volume de negócios de cinco milhões de euros anuais». (Diário de Aveiro)

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