A inteligência artificial (IA) assusta, desafia e questiona os indivíduos, o coletivo e as instituições, mas também é oportunidade, desafio, necessidades e «questões emergentes que carecem de uma discussão alargada a toda a comunidade». Uma discussão, segundo comunicado do Conselho Geral da Universidade de Aveiro, para «ir antecipando, delineando e construindo o futuro», assunto para um encontro esta quarta-feira no “4º Encontro Aberto com a comunidade “A Inteligência Artificial no Futuro do Ensino Superior: Desafios e Oportunidades””.
Apresenta cerca de duas dezenas de questões e são apenas «exemplos»: «Como aprender e como ensinar, o que aprender e o que ensinar, como avaliar, como investigar e o que investigar, como comunicar e nos relacionar (internamente na UA e externamente com outras instituições), que novos perfis serão necessários, que novas profissões estão a emergir e que profissões se tornarão mais rapidamente obsoletas, que novas competências serão necessárias, que novas formações serão necessárias, que adaptações serão necessárias nas formações existentes, o que serão e como se organizarão e governarão as Instituições de Ensino Superior, e que regulação será necessária».
Além das intervenções do Reitor sobre “Inteligência Artificial: evolução, atualidade, desafios e oportunidades, o tema “Inteligência Artificial: Devemos Temer as Máquinas?” é para Mário Figueiredo, do Instituto Superior Técnico. O debate que se segue será moderado por Goreti Marreiros, Presidente da Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.
“A inteligência artificial no governo das organizações: contributos para a otimização de processos de Gestão” é um tema para Mário Campolargo, da Universidade de Aveiro, e “A Inteligência Artificial no Ensino Superior” para Mairead Pratschke, da Universidade de Manchester.
Mairead Pratschke, entrevista ao site da UA:
«A IA na educação requer um planeamento cuidadoso e uma conceção intencional para garantir a sua eficácia, pelo que os professores precisam de tempo para o desenvolvimento profissional»
«A IA não irá substituir os professores, mas irá alterar as suas funções»
“Para os estudantes, o principal desafio é aprender a utilizar a IA de forma estratégica, para os ajudar a aprofundar a sua compreensão e a pensar de forma crítica, em vez de lhes proporcionar um atalho para a conclusão de tarefas»
«Os preconceitos dos modelos de IA provêm dos dados com que foram treinados – são um reflexo vindo de nós»
«Precisamos de perspetivas tecnicamente informadas das ciências humanas e sociais, bem como das chamadas ciências “duras”»

