O despedimento de 632 trabalhadores da fábrica calçado ECCO, de Santa Maria da Feira, anunciado esta segunda-feira gerou o fim dos postos de trabalho naquela unidade, criando uma problema social em cada família envolvida e a contestação política à decisão anunciada por Gustavo Kremer, diretor-geral da ECCO Portugal, apesar da medidas de mitigação e da promessa do pagamento de um salário por cada ano de trabalho, segundo o JN. Segundo comunicado da ECCO, «a empresa «garantirá o pagamento das compensações e o cumprimento das demais obrigações laborais neste âmbito, estando a avaliar outras medidas para apoiar os trabalhadores durante a transição e na procura de novas oportunidades de emprego». «A nossa prioridade, a partir de hoje, é apoiar cada um dos nossos trabalhadores neste momento tão difícil», afirma Gustavo Kremer.
O BE já disse que «irá criar um cenário ultra precário para a região», afirma em comunicado, e o PCP questionou «que diligências tomará o Governo no sentido de assegurar a laboração da unidade fabril em causa e garantir os direitos dos trabalhadores e a manutenção dos seus postos de trabalho?». Os bloquistas questionam se as autarquias com «residentes empregados na Ecco preparem desde já planos de emergência social, com prontidão, para apoiar as famílias que venham a precisar?» e apelam ao Estado para «alocar postos de trabalho a estes trabalhadores, com dignidade».
Os deputado o PS questionam quanto a «alternativas ao encerramento, incluindo a possibilidade de entrada de novos investidores ou de transferência da exploração para outro operador económico, e que medidas serão adotadas para minimizar os prejuízos para o setor do calçado», «exigem garantias de que todos os direitos laborais serão integralmente respeitados e que o processo decorrerá em conformidade com a legislação» e perguntam que «medidas concretas serão mobilizadas através do IEFP, ao nível da formação profissional, requalificação e reintegração no mercado de trabalho, bem como a eventual criação de um plano específico de apoio aos trabalhadores afetados».
A empresa justifica o fecho e o despedimento com uma «reestruturação mais ampla da estrutura produtiva global» da ECCO e diz que tem «consciência do impacto que terá nos trabalhadores».


