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TGV Aveiro-Salamanca sem garantias

A construção da linha de alta velocidade Aveiro-Salamanca “não está consolidada”, disse, na noite desta quinta-feira, Arménio Matias, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Rodoviário.

Segundo aquele dirigente e ex-administrador da CP, não basta a decisão dos traçados, aprovados na cimeira ibérica de Novembro do ano passado, para que o projecto se consolide. “É preciso que a região se mobilize para que a linha seja construída”.

“O ministro pode mudar, o Governo pode mudar e tudo isto pode ficar perdido”, disse, além de considerar fundamental a instalação de uma “grande plataforma multimodal no Porto de Aveiro, bem articulada com outros meios de transporte”. Arménio Matias considerou esta a questão central do momento, na intervenção que encerrou o debate promovido pelo Forum Portucalense- Associação Cívica para o Desenvolvimento da Região Norte.

A defesa do projecto de ligação de Aveiro às linhas de comboio de alta velocidade a Espanha, França, Itália e Alemanha é “mais importante”, segundo Arménio Martins, do que as restantes questões do debate de três horas no qual participou também Manuel Moura, ex-presidente da RAVE, empresa que gere o projecto de alta velocidade.

Autarcas, empresários, deputados e dirigentes associativos de Aveiro assistiram ao debate no qual também foi evidente a necessidade da linha ser dirigida ao tráfego de passageiros e mercadorias de forma a viabilizar a sua construção.

Arménio Matias e Manuel Moura partilham da opinião da importância estrutural da rede para o país assim como da instalação da plataforma intermodal para ligação ao Porto de Aveiro.

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