O presidente da Câmara de Aveiro, o socialista Alberto Souto, fez um ataque à personalidade de Ribau Esteves, presidente, social-democrata da Câmara de Ílhavo para responder, esta segunda-feira, na Assembleia Municipal de Aveiro, a Manuel Coimbra, líder da bancada do PSD, que disse ser “preocupante a falta de entendimento entre a classe política”.
Manuel Coimbra referia-se à troca de palavras entre Alberto Souto e Ribau Esteves na sequência do conhecimento do acordão do Supremo Tribunal de Justiça que deu razão às câmaras socialistas que reclamaram o direito a um lugar no Conselho de Administração da SIMRIA. As câmaras socialistas alegam que houve “saneamento político” na administração da SIMRIA, com a colocação exclusiva de elementos do PSD.
Ribau Esteves reagiu ao acordão do STJ recordando que a Câmara de Aveiro tem uma dívida à SIMRIA que já atingiu os 4,4 milhões de euros
Respondendo a Manuel Coimbra, Alberto Souto disse que tem “feito o possível e o impossível para as pessoas e as instituições se entenderem e defenderem os interesses da região de Aveiro e da Ria”. Contudo, acrescentou, “o entendimento depende da personalidade e da forma de estar das pessoas em causa”. Concluindo, disse: “Já não há pachora!”, repetindo a expressão várias vezes.
Com ironia, o autarca de Aveiro dirigiu-se a Ribau Esteves dizendo: “cumprimento-o pela elegância como reagiu ao acordão do Supremo Tribunal de Justiça, como marcou no livro de faltas a ausência do vereador Eduardo Feio nas reuniões da SIMRIA, mas devia ter marcado também as faltas de Estarreja e de Oliveira do Bairro que, se calhar, são mais”.
Cumprimentou ainda pela “elegância das críticas por contribuírem para o processo andar mais depressa”.
Também com ironia “cumprimento-o pela vitória que teve nas europeias, legislativas, no projecto da marina da Barra (reprovado, pelo Governo da coligação PSD-CDS/PP, através de parecer negativo da Secretaria de Estado do Ambiente), do gabinete da Ria e a vitória na SIMRIA que são a derrota da nossa região”.

